
Ao participar da abertura dos trabalhos legislativos na Alepe, nesta segunda (2), a governadora Raquel Lyra (PSD) adotou tom conciliador, mas firme contra seus opositores. Acompanhada de todos os auxiliares do primeiro escalão, ela ouviu atentamente o discurso do presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB), e logo em seguida subiu à tribuna.
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Usando a bandeira de Pernambuco estendida no púlpito do plenário, Raquel fez um balanço dos primeiros três anos da sua gestão à frente do Governo do Estado, destacou a importância do papel dos demais poderes e ressaltou que 2026 deve ser um ano de “ainda mais responsabilidade política”.
“O que o nosso povo espera de nós, Executivo e Legislativo, não é barulho, não é distração, não é política pequena. O que o povo espera é trabalho, união de propósito e coragem para construir o futuro. União não significa ausência de diferença. A divergência faz parte da democracia, ela é natural desse processo, mas há algo maior que ela, o compromisso de servir as pessoas”, afirmou.
Raquel Lyra não falou abertamente sobre o pedido de impeachment que tramita na Alepe, mas apontou que não se sente acuada.
“Não me calarei, não me esconderei, porque quem trabalha com seriedade, com honestidade, para nos, o único caminho possível é seguir em frente. […] Nada nem ninguém vai me desviar do meu foco. Eu não estou aqui por um projeto pessoal de poder, eu não estou aqui para fazer riqueza, eu estou aqui para fazer transformação e mudança, e deixar um legado”, garantiu.
No encerramento, Raquel fez uma menção religiosa, pregando que trabalha com confiança em Deus e no povo.
“A Bíblia diz que toda autoridade merece ser respeitada e que ela vem do povo, mas tem a benção divina. E é confiando nele, confiando no nosso povo, que eu me levanto cedo todos os dias para trabalhar”, contou.
No fim da sua fala, a gestora reafirmou seu compromisso de “governar com seriedade. Decidir com coragem. Trabalhar incansavelmente. Escutar o povo. Respeitar as instituições. E seguir olhando para frente”. E continuou fazendo um chamado à Assembleia para “manter Pernambuco acima de qualquer disputa. Que possamos discordar, debater, fiscalizar, mas sempre com a consciência de que o Estado é maior do que qualquer projeto individual”.














