
O ex-prefeito de Caruaru e pré-candidato a deputado estadual, Zé Queiroz (MDB), tem utilizado suas redes sociais como principal ferramenta de oposição e críticas diárias ao atual gestor do município, Rodrigo Pinheiro (PSD), como forma de impulsionar seu projeto eleitoral à Alepe.
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Nesta semana, o ex-prefeito revelou, por meio de vídeos publicados na internet, que teria sido processado por Pinheiro. O Blog Cenário teve acesso ao teor da ação judicial, que aponta que Queiroz teria propagado desinformação e imputado crimes de forma leviana ao prefeito.
Entre os pontos citados no processo está um vídeo gravado em fevereiro deste ano, em frente à Prefeitura de Caruaru, no qual Queiroz sugere que viagens realizadas por Rodrigo Pinheiro aos Estados Unidos e pela vice-prefeita, Dayse Silva, ao Chile teriam sido custeadas com recursos públicos. No material, ele também insinua que o prefeito teria se ausentado da cidade por um longo período.
A defesa de Rodrigo Pinheiro contestou as declarações e as classificou como uma “narrativa falaciosa estruturada por fake news”. No documento, a defesa detalha as viagens e rebate as acusações do ex-prefeito.
Segundo provas apresentadas pelos advogados, a viagem de Rodrigo aos Estados Unidos, realizada entre os dias 22 de fevereiro e 1º de março de 2026, teve duração de oito dias e foi custeada integralmente com recursos próprios, sem qualquer ônus para os cofres municipais.
Sobre a acusação de ausência prolongada, a defesa também refuta a versão apresentada por Queiroz, que havia afirmado que o prefeito teria passado cerca de 60 dias “sem ninguém saber onde estava”, após o pleito de 2024. Conforme o documento exposto pela defesa, a agenda oficial de Rodrigo Pinheiro demonstra que ele manteve suas atividades regulares entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, com registros em redes sociais e documentos institucionais.
Ainda segundo a defesa, o único afastamento ocorreu a partir de 7 de novembro de 2024, por um curto período, para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal. A petição destaca também que ausências superiores a 15 dias exigiriam autorização da Câmara Municipal, o que não ocorreu, justamente por não haver necessidade.
No âmbito jurídico, a defesa de Rodrigo argumenta que as declarações extrapolam o campo da crítica política e configuram “abuso de direito e danos morais”. O texto afirma ainda que, ao sugerir uso indevido de recursos públicos, Queiroz imputa, ainda que de forma indireta, crimes como “desvio de dinheiro público e atos de improbidade administrativa”.
Outro ponto ressaltado na ação é o alcance das publicações de Queiroz. Com mais de 60 mil seguidores, os vídeos teriam alcançado milhares de visualizações e interações, ampliando o impacto das declarações que, segundo os advogados do prefeito, são falsas.
Como forma de punição pedagogica, o jurídico de Rodrigo Pinheiro pede a aplicação de multa equivalente a R$ 20 mil reais. A ação também solicitou a retirada imediata do vídeo do Instagram, sob o argumento de que “a permanência do conteúdo continua causando prejuízos à sua imagem”. O material ainda permanece nas redes sociais, uma vez que o caso ainda não foi analisado pela vara responsável.

