Brasília

Lula defende soberania do Brasil e sequência de diálogo com os EUA

Redação
Foto: Ricardo Stuckert

Ao abrir, nesta quarta (3), a segunda reunião ministerial de 2026, realizada diante de um cenário em que o Brasil se vê sob ameaça de uma nova taxação por parte dos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi categórico na defesa dos interesses da nação. “Esse país não adotará mais a política de vira-lata diante das grandes potências”, afirmou o petista.

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Nós estamos num momento decisivo para que a sociedade brasileira, eu diria até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país, a nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, a nossa luta para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós somos muito grandes. Nós temos muita história, e nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil esta semana”, ressaltou o presidente.

O Governo do Brasil reagiu com argumentos sólidos à recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de taxar em 25% os produtos brasileiros. Em nota à imprensa divulgada nesta terça (2), o governo, além de ressaltar sua indignação, listou uma série de fatos que desabonam a recomendação por parte da USTR. 

Também no dia de ontem, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB-SP); o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, concederam entrevista coletiva em que reforçaram os argumentos de defesa do país.

O presidente lembrou que desde que as primeiras tarifas foram impostas ao país, em julho de 2025, o Governo do Brasil tem trabalhado junto ao governo dos Estados Unidos para reverter a taxação e que, mais uma vez, adotará o caminho do diálogo, sem abrir mão da soberania do país em nenhum momento deste processo.

Ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos. O que é que nós fizemos? Nós não fizemos bravata, nós não fizemos discurso. Nós resolvemos construir uma narrativa para tentar mostrar, não só aos Estados Unidos, mas mostrar a outros países e ao povo americano, a insensatez da punição ao Brasil”, lembrou Lula.