
Encerradas as convenções partidárias, os candidatos ao Governo de Pernambuco se preparam para o início oficial da campanha eleitoral, a partir de 16 de agosto. Na disputa pelo tempo de propaganda no rádio e na televisão, que começará somente no dia 28. João Campos (PSB), terminou à frente da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), após uma queda de braço entre os dois pelo apoio dos partidos na reta final dos registros de candidatura.
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Nos minutos finais, aliados de Campos conseguiram reorganizar o equilíbrio das forças. Apesar de conquistarem o apoio de legendas nanicas como a federação PRD-SD, Democracia Cristã e Mobiliza, que não contribuirão com o tempo, o socialista conseguiu, ao menos por ora, retirar da candidata à reeleição o tempo da federação composta por PSDB-Cidadania, que declarou neutralidade.
Com isso, João terá 4 minutos e 32 segundos de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Raquel ficou com 3 minutos e 51 segundos, enquanto Ivan Moraes (PSOL) terá 36 segundos. Os outros cinco candidatos ao Governo de Pernambuco não terão tempo próprio no guia eleitoral.
A diferença entre João e Raquel é influenciada pelo tamanho das bancadas nacionais dos partidos e federações que integram suas alianças, considerando a representação eleita em 2022.
A Frente Popular, liderada por João Campos, reúne PSB; Republicanos; Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB; PDT; MDB; Federação Renovação Solidária, que tem o Solidariedade e PRD; além de DC e Mobiliza.
Já o grupo liderado por Raquel Lyra reúne PSD; Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil; Podemos e Avante. A governadora, no entanto, também conta com apoios de legendas que optaram por não integrar formalmente a coligação.
É o caso do Partido Novo, que declarou apoio à reeleição de Raquel. O PL, por sua vez, anunciou neutralidade na disputa pelo Governo, mas lançou Mendonça Filho ao Senado, candidato que apoia a continuidade da governadora no cargo.
A situação do PSDB-Cidadania ainda pode ter uma reviravolta. A primeira ata de convenção da federação foi registrada considerando coligação com Raquel, enquanto dias depois, outra ata de uma reunião extraordinária da comissão interventora retirou o apoio. O caso será judicializado e, se houver reviravolta, Raquel pode ampliar sua margem.
