
O Território Agroecológico do Hospital da Mulher do Recife, no bairro do Curado, completa um ano como um dos principais exemplos do projeto Muvúka, iniciativa da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria Executiva de Agricultura Urbana (SEAU), que integra agroecologia, saúde mental e humanização do cuidado. A ação ressignificou uma área antes ociosa, que durante a pandemia chegou a abrigar os corpos das vítimas da Covid-19, em um ambiente de produção de alimentos, convivência, acolhimento e promoção da saúde.
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O espaço reúne atualmente mais de 70 espécies entre plantas medicinais, frutíferas e aromáticas e integra atividades terapêuticas, educativas e de alimentação saudável. A iniciativa nasceu a partir de um encontro de ideias durante o Seminário de Práticas Exitosas da Saúde, realizado no Novo Porto Recife, quando experiências apresentadas pela SEAU despertaram o interesse da direção do Hospital da Mulher do Recife.
Para Nathalia Mesquita, superintendente de Agricultura Urbana do Recife, a marca de um ano representa a consolidação de uma nova relação entre o espaço, as pessoas e o cuidado. “Completar um ano desse módulo agroflorestal é muito importante pra nós. Um equipamento tão importante pra cidade, para a saúde e, em especial, para as mulheres da cidade do Recife, que são atendidas no hospital. Um ano ressignificando a história desse lugar, fortalecendo a conexão das pessoas que trabalham no Hospital da Mulher, pacientes, com o território agroecológico”, destaca.
O espaço também passou a integrar a rotina hospitalar. Além da produção de alimentos consumidos por pacientes e funcionários, o espaço incorpora soluções agroecológicas, como o ciclo de bananeiras, contribuindo para melhorias ambientais e estruturais da unidade. Toda a produção cultivada no local é utilizada pelos próprios pacientes e funcionários, fortalecendo práticas de alimentação saudável, contribuindo diretamente para a recuperação e criando uma relação ativa com o território.
