
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), afirmou, nesta terça (1º), que vai criar, caso eleito governador, a partir de 2027, a carreira de professor titular na Universidade de Pernambuco (UPE) e iniciar, nos primeiros 100 dias de gestão, a construção de um novo plano de cargos, carreiras e vencimentos para a instituição.
“Eu tenho um compromisso com a Universidade de Pernambuco de que a gente possa constituir uma comissão com representantes das secretarias estaduais e da universidade para construir um processo equilibrado de um novo plano de cargos, carreiras e vencimentos. E é inegociável garantir que vai existir uma carreira de professor titular na Universidade de Pernambuco”, afirmou.
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O compromisso foi assumido durante reunião com a reitora da UPE, professora Maria do Socorro Cavalcanti, o vice-reitor, professor José Roberto Cavalcanti, e representantes da comunidade acadêmica da instituição, no campus de Santo Amaro, no Recife.
Durante o encontro, a UPE apresentou ao candidato os principais desafios enfrentados atualmente pela universidade, entre eles questões relacionadas à carreira docente, remuneração, condições de trabalho, estrutura, permanência estudantil e expansão.
A reitora da UPE, professora Maria do Socorro, explicou que os docentes que chegam à categoria de professor associado encontram hoje um obstáculo para avançar na carreira. Segundo ela, a universidade possui apenas 12 vagas para professor titular, número insuficiente para atender ao conjunto de docentes que poderia pleitear a progressão.
“Hoje, os professores que chegam à categoria de associado acabam ficando no topo da carreira, porque a Universidade de Pernambuco tem apenas 12 vagas para professor titular. Isso torna praticamente impossível que todos esses docentes possam avançar. Por isso, estamos propondo a criação da carreira de professor titular, modelo que já existe em várias universidades públicas do país. Essas propostas já foram apresentadas à Secretaria de Administração do Estado”, explicou a reitora.
Durante a reunião, João Campos também defendeu a criação de uma política de segurança alimentar para os estudantes da UPE. O candidato destacou que, por estar distribuída em diferentes regiões e contar com unidades descentralizadas, a universidade precisa de um modelo que considere as características específicas de cada campus.
“Eu acho que a estrutura física pode ser construída, mas pode ter uma lógica também de segurança alimentar, em que a gente garanta recurso para isso, inclusive uma remuneração específica para o estudante. Esse é um outro eixo, e a tecnologia ajuda a fazer isso. Para buscar a melhor solução, a gente vai ter que conversar com vocês, com os estudantes e com os trabalhadores para pensar qual é o melhor formato. Meu compromisso é que a gente vai discutir junto a melhor solução”, afirmou.
Entre as propostas apresentadas, o candidato também defendeu uma participação mais ampla da UPE na formação continuada dos servidores públicos estaduais, especialmente diante das transformações provocadas pelas novas tecnologias. A iniciativa está relacionada ao Embarque Digital Pernambuco, que prevê a formação de 10 mil pessoas em quatro anos na área de tecnologia.
João Campos também defendeu o fortalecimento da presença da UPE no interior do Estado, com atenção especial ao Sertão do Itaparica, região que atualmente não conta com a presença da universidade.
“Nós vamos também fazer uma ação de fortalecimento da UPE no Sertão do Itaparica, onde a universidade ainda não está presente e precisa estar. Também vamos trabalhar na construção de novos cursos, dialogando com os setores produtivos locais. A UPE será uma parceira dessa construção, inclusive com a possibilidade de parte das turmas do Embarque Digital ser formada na universidade”, afirmou.
Ao defender a capacidade de execução de suas propostas, João Campos citou resultados de sua gestão à frente da Prefeitura do Recife, especialmente nas áreas de tecnologia, educação e inovação. O candidato destacou a implantação do Embarque Digital, a expansão das vagas de creche e o fortalecimento da Empresa Municipal de Informática (Emprel), que, segundo ele, chegou a faturar R$ 65 milhões em um ano com a comercialização de soluções tecnológicas para outros governos.
“A gente conseguiu fazer tudo isso no Recife sem aumentar um real de imposto e multiplicando por quatro o investimento público, saindo de R$ 250 milhões por ano para R$ 1 bilhão. Eu acredito nesse caminho e acho que a gente está pronto para colocar Pernambuco no centro dessa construção”, afirmou.
