
Uma roda formada por mulheres, de mãos dadas na Rua Princesa Isabel, entre o Parque Treze de Maio e a Faculdade de Direito do Recife, marcou nesta segunda (7) um ato contra o feminicídio durante o 32º Grito dos Excluídos.
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Ao som de “Maria, Maria”, de Milton Nascimento, as participantes carregaram cartazes pedindo justiça e entoaram os nomes de mulheres assassinadas simplesmente por serem mulheres: “Sandras, Marielles, Marias, Joanas…”.
Do carro de som, lideranças que representam grupos religiosos defenderam a vida, o respeito e o amor. A viúva do padre Reginaldo Veloso, Edileuza Veloso, declamou um poema e fez um pedido por “vida plena e absoluta”. Morto em maio de 2022, o religioso foi conhecido pela defesa dos direitos humanos e das causas sociais.
Neste ano, o 32º Grito dos Excluídos tem como pautas a defesa da terra, da paz, da moradia e das mulheres. Após a concentração no Parque Treze de Maio, políticos e representantes de movimentos sociais seguiram em caminhada até o Pátio do Carmo, no Centro do Recife, onde estão previstos discursos de representantes de movimentos religiosos.
Criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Grito dos Excluídos é uma manifestação tradicional do campo progressista da Igreja Católica e ocorre anualmente em torno do feriado de 7 de Setembro.
