
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) apresentou, nesta terça (8), uma agenda de desenvolvimento para Pernambuco baseada no fortalecimento da indústria, na melhoria da infraestrutura e da logística, na qualificação profissional e na redução das desigualdades. Durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Marília também destacou sua experiência e capacidade de articulação para defender os interesses do Estado em Brasília.
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“Tenho lado, tenho posições políticas muito claras, mas sei dialogar e construir com quem pensa diferente. No Senado, meu lado será Pernambuco. Quero ouvir o setor produtivo e trabalhar por quem investe, produz, gera emprego e renda, sem abrir mão da construção de uma sociedade com menos desigualdade”, afirmou.
Marília defendeu a interiorização do desenvolvimento a partir das vocações econômicas de cada região, citando o polo gesseiro do Araripe, a fruticultura do Vale do São Francisco, o polo de confecções do Agreste e o complexo industrial e portuário da Região Metropolitana. Também apontou a qualificação profissional, a inovação e a agregação de valor à produção como caminhos para ampliar a competitividade e gerar oportunidades.
Na infraestrutura, colocou a conclusão do ramal Salgueiro-Suape da Transnordestina entre suas prioridades para o Senado. Para Marília, a ferrovia é estratégica para reduzir custos logísticos, fortalecer Suape e transformar Salgueiro em um polo de integração do Nordeste. A candidata também defendeu investimentos nos aeroportos do interior e maior integração entre os diferentes modais de transporte.
Na área energética, destacou a ampliação das fontes renováveis e da infraestrutura de gás natural, especialmente no Araripe e no Vale do São Francisco. Ao tratar da reforma tributária, defendeu o fortalecimento da Sudene, a manutenção de instrumentos de incentivo ao desenvolvimento regional, a revisão do Pacto Federativo e uma tributação que dê melhores condições aos pequenos e médios empreendedores.
Questionada sobre o fim da escala 6×1, Marília manteve sua posição favorável à mudança, defendendo melhores condições de saúde e qualidade de vida para os trabalhadores. Também chamou atenção para o impacto da jornada sobre as mulheres e afirmou acreditar que a economia pode se adaptar à nova realidade com geração de emprego, renda e fortalecimento do consumo.
