
O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL), esteve nessa sexta (2) na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), onde recebeu a Plataforma de Compromisso Com a Classe Trabalhadora. Durante a agenda, Ivan defendeu o fim da escala de trabalho 6×1, apresentou propostas para a segurança pública e comentou o cenário eleitoral na reta final do primeiro turno.
Clique aqui, inscreva-se e ative o sininho.
O candidato propôs que o Governo de Pernambuco deixe de contratar empresas que adotem esse regime, utilizando o poder de compra do Estado para incentivar mudanças nas relações trabalhistas.
“É um desafio que eu faço, inclusive, para os meus adversários. Eu acho que enquanto o Senado não decide pelo fim da escala 6×1, os governos estaduais podem dar um bom recado. No meu governo, o Estado de Pernambuco não vai contratar nenhuma empresa que adota a escala 6×1. A gente vai fazer com que o Governo do Estado possa influenciar a partir do seu poder de compra, do seu poder de adquirir serviços, para que todas as empresas de Pernambuco tornem obsoleta a escala 6×1, que daqui a alguns anos vai ser comparada ao trabalho escravo.”
Questionado sobre segurança pública no centro do Recife, Ivan defendeu ações que combinem policiamento, iluminação e ocupação dos espaços públicos. O candidato também destacou a atuação conjunta com os municípios na prevenção à violência.
“A gente entende que a Conde da Boa Vista, e a Boa Vista em geral, é um bairro escuro, um bairro vazio, onde as residências quase não mais existem. Então eu aposto na prevenção a partir de propostas, junto com os municípios, de iluminação, de ativação do espaço público”, afirmou.
O candidato citou a reabertura do Teatro do Parque como exemplo de como a ocupação dos espaços pode contribuir para a segurança. “Rua ocupada é rua segura”, resumiu. Ivan também defendeu investimentos nas forças de segurança, com valorização dos profissionais da Polícia Militar e recuperação da capacidade de investigação da Polícia Civil.
“Naturalmente policiamento não vai faltar, mas eu compreendo que em algumas zonas urbanas centrais, algumas ações que podem ser feitas em conjunto com prefeituras podem prevenir a violência para que a gente não tenha que gastar tanto, que investir tanto no aparelho coercitivo. Eu acho que nem tudo é tarefa de polícia. Muita coisa é, por isso a minha polícia [militar] vai ser bem tratada, vai receber salário digno, vai receber bom equipamento, e a Polícia Civil vai voltar a ter capacidade de investigar”, afirmou.
Na avaliação de Ivan, os debates, panfletagens, viagens, sabatinas e reuniões realizados durante a campanha contribuíram para apresentar suas propostas ao eleitorado. O candidato também afirmou que sua candidatura representa uma alternativa às candidaturas que, segundo ele, representam o centro político.
“Talvez muita gente pudesse dizer que não havia uma alternativa, mas a partir dos debates, a partir da televisão, a partir das panfletagens, a partir das viagens, das tantas sabatinas e reuniões das quais participei, todo mundo em Pernambuco hoje sabe que ninguém precisa trocar seis por meia dúzia”, afirmou.
Ivan defendeu que os eleitores escolham, no primeiro turno, a candidatura com a qual mais se identificam.
“Hoje é de conhecimento geral que existe uma candidatura diferente das iguais. Resta agora a gente entender que voto útil é coisa do passado. Voto útil, no primeiro turno, é votar em quem você acredita”, disse.
Ao concluir, Ivan afirmou que sua candidatura representa uma alternativa no campo progressista e defendeu o voto 50 para o Governo de Pernambuco, além de citar seu apoio à reeleição do presidente Lula.
“Todo mundo vai votar no 13 pra garantir o tetra do presidente Lula, mas aqui em Pernambuco, entre duas candidaturas do centro ideológico; e uma candidatura que representa bem o campo democrático, o campo progressista, o campo de quem faz a luta todo dia, eu acho que a população de Pernambuco vai saber escolher, e vai votar 50”, finalizou.
