
Por Victória Oliveira*
A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, segue enfrentando alguns impasses na consolidação de sua candidatura e colocando cada vez mais pressão no jogo. Sempre que aparece nas pesquisas, surge no topo, ainda assim, é justamente o seu nome que, com frequência, está na roda das negociações políticas, perdendo sustentação ao longo do processo ou ficando em segundo plano para acomodar outros projetos no estado, inclusive dentro do próprio campo aliado.
Decidida a permanecer na disputa e não aceitar novas negociações que a retirem do jogo, na última semana, Marília deixou o Solidariedade, considerado um partido “nanico” e com baixa capacidade eleitoral, e deve oficializar, nos próximos dias, sua filiação ao PDT, presidido nacionalmente por Carlos Lupi. A mudança busca dar mais robustez ao seu projeto.
A ex-deputada federal tenta se viabilizar na chapa que será liderada por João Campos (PSB). Mesmo já tendo declarado apoio a ele na corrida pelo Governo de Pernambuco, o gesto ainda não foi correspondido, ao menos até agora, e a tendência é que esse movimento não aconteça.
João dispõe de duas vagas na chapa majoritária e a possibilidade de uma terceira candidatura correndo por fora já foi descartada. Caso o prefeito opte por contemplar o senador Humberto Costa (PT) para uma das vagas, o segundo nome tende a vir de um campo mais ao centro, dentro de uma lógica de ampliação de forças e alianças.
Nesse cenário, Marília fica fora da equação. Com Humberto representando o PT na chapa, parte das articulações políticas entende que o campo da esquerda já estaria contemplado, o que, na prática, poderia representar mais um movimento de estrangulamento da candidatura de Marília.
Nos discursos públicos, João Campos mantém todos os nomes no jogo, sem fechar portas. Marília, por sua vez, já afirmou que não pretende disputar de forma avulsa (sem candidato ao Governo). Existe ainda uma possibilidade remota de que, caso o PDT feche aliança com Raquel Lyra (PSD), ela possa compor a chapa da atual governadora. No entanto, essa alternativa é considerada pouco provável, especialmente diante do alinhamento político que Marília tem demonstrado com João Campos. Mas nada na política é impossível.
O movimento é claro e indica que Marília tenta romper com uma engenharia política que, em diferentes momentos, não se consolidou a seu favor. A dúvida que permanece é se, desta vez, ela terá espaço.
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Reconhecimento – Ontem (6), durante discurso na cerimônia de comemoração da Data Magna de Pernambuco, realizada no Recife, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) prestou homenagem à ex-deputada estadual Terezinha Nunes. Na ocasião, ela relembrou o projeto de lei apresentado pela parlamentar em 2006, que instituiu o dia 6 de março como feriado estadual.
Entregas – Na próxima segunda (9), a governadora Raquel Lyra (PSD) participa da entrega de equipamentos no Porto de Suape. Na última semana, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que o novo terminal de contêineres da APM Terminals Brasil, em implantação no porto, entrou na etapa final de construção. O ministro Silvio Costa Filho também estará presente na agenda.
Articulações – Com a abertura da janela partidária, Raffiê Dellon (PL), que vai disputar uma vaga de deputado estadual, e Silvio Nascimento (PL), pré-candidato a deputado federal, têm participado ativamente da montagem das chapas do partido ao qual são filiados. Ao lado do presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, eles têm recebido nomes do Agreste em agendas realizadas por Pernambuco.
Votação – Após educadores realizarem uma reivindicação na Câmara Municipal de Caruaru pelo enquadramento dos profissionais da educação infantil na carreira do magistério, com reconhecimento oficial como professores e equiparação ao piso salarial da categoria, a Casa Legislativa informou que deve analisar o projeto na próxima terça (10). Segundo o presidente do Legislativo, Bruno Lambreta (PSDB), a proposta deve ser aprovada por unanimidade.
Anúncio – O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), anunciou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República por meio de uma carta aberta publicada nas redes sociais, intitulada “Manifesto ao Brasil”. No texto, ele defende uma nova relação entre os poderes, a necessidade de reequilíbrio institucional no país e o fim da atual polarização política.
*Repórter do Blog Cenário












