Coluna da quarta: Raquel força João a assumir Dudu da Fonte

Cenário Político
Por Américo Rodrigo
18 de março de 2026 às 00h00min
Foto: Miva Filho

Ao exonerar numa canetada só três indicados pelo PP que ocupavam as presidências do Ceasa, Lafepe e Porto do Recife, a governadora Raquel Lyra (PSD) oficializou o rompimento com o então aliado, que detinha um generoso espaço no Governo de Pernambuco.

O movimento de Raquel também revela que o deputado Eduardo da Fonte já definiu seu caminho, como vem sendo ventilado na imprensa há algumas semanas, embora ele ainda não tenha se posicionado publicamente sobre o assunto.

A decisão de Raquel, obriga o presidente nacional do PSB, João Campos, a assumir a relação política com Dudu, o que, em contrapartida, levaria para o palanque da chefe do Executivo estadual Marília Arraes, Miguel Coelho e o ministro Silvio Costa Filho.

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Esfriou – As articulações para que a vereadora do Recife, Flávia de Nadegi (PV), ocupe um espaço no primeiro escalão do governo Raquel Lyra estão em compasso de espera. Pelo que a coluna apurou, o deputado João de Nadegi (PV) não quer abrir mão da irmã fazendo campanha para ele na capital pernambucana.

Consequência – Com filiação encaminhada ao PP, o deputado federal Fernando Rodolfo deve recalcular a rota e ingressar no PSD da governadora Raquel Lyra. Um dos motivos seria a aliança que vem sendo selada entre o deputado Eduardo da Fonte (PP) e o prefeito João Campos (PSB).

Estratégia – Responsável pelo marketing da campanha vencedora de Raquel Lyra (PSD) ao Governo do Estado em 2022, o jornalista Igor Paulin é quem está à frente da comunicação do pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (UB). A relação com a imprensa é com experiente Aquiles Lopes.

Embate – Pré-candidatos ao Governo de Pernambuco pelo PSOL e Rede, Ivan Moraes e Alfredo Gomes irão protagonizar um debate nesta quarta (18). Ambos se apresentam enquanto alternativa para tentar quebrar a polarização que existe entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito João Campos (PSB).

Desfecho –  O Tribunal Superior Eleitoral marcou para a próxima quinta (26) o julgamento que pode validar a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Até ontem (17), circulava nos bastidores a possibilidade da aliança entre os partidos não avançar no TSE, devido às divergências nos estados.

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