Chegada de Luciana no MCTI fortaleceu presença das mulheres na ciência

Brasília
Por Rebeka Vilaça
24 de março de 2026 às 19h30min
Foto: Luara Baggi

Em entrevista ao Blog Cenário, nesta terça (24), em Brasília, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, destacou a retomada das políticas públicas voltadas ao setor no país, ressaltando a recomposição de investimentos, os avanços já observados na área e as ações voltadas à redução de desigualdades, com ênfase na ampliação da participação feminina na ciência.

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Na ocasião, Luciana Santos, que é a primeira mulher a assumir a pasta, também falou sobre o enfrentamento às desigualdades sociais e ressaltou que um dos seus focos é lutar pela permanência e ascensão das mulheres na ciência.

“Eu, como primeira mulher ministra dessa pasta, tinha que enfrentar [essa realidade]. Nós somos maioria acadêmica, maioria entre mestres e doutores, mas nós somos poucas na bolsa de produtividade, que é o pico da carreira. Então, um dos meus focos é a permanência e a ascensão das mulheres na ciência, e na única área de conhecimento em que somos minoria, que é área em que eu sou formada: as engenharias”, enfatizou a ministra.

Criado em 15 de março de 1985, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação levou 38 anos para ser comandado por uma mulher, marco alcançado apenas em 2023, quando Lula se tornou presidente. Em Pernambuco, desde 2023, o MCTI destinou cerca de R$ 1,1 bilhão para apoiar iniciativas que fortalecem o ecossistema local de inovação, geram emprego e promovem um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Em parceria com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e especialistas da Universidade de São Paulo (USP), o MCTI está desenvolvendo em Pernambuco a criação do primeiro hospital inteligente do país, com investimento de R$ 1,7 bilhão. A unidade será o primeiro hospital público inteligente do SUS voltado para urgência e emergência, estruturado com medicina de alta precisão, digitalização integral e uso intensivo de tecnologia. Conforme detalhou a ministra, nos três últimos anos, o ministério investiu seis vezes mais que no governo Bolsonaro. Em todo o país, o percentual chega a 200%.

“Nós estamos investindo em três anos, duas vezes mais dos quatro anos do governo anterior. Com enfrentamento à desigualdade regional, programas de formação, programas para o corte de desigualdade social”, explicou.

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