Eleições 2026

“Passou o timing”, diz presidente do Novo sobre possibilidade do PL disputar Governo de PE

Victória Oliveira
Foto: Gabriel Agra

Em entrevista nesta terça (23) ao programa Folha Política, o presidente do Partido Novo em Pernambuco, Técio Teles, comentou sobre as possibilidades que o PL tem colocado no cenário atual para lançar uma candidatura ao Governo de Pernambuco. Na avaliação dele, o partido perdeu o tempo certo para essa decisão, diante do cenário polarizado entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD).

Acho que não faz sentido uma candidatura do PL ao governo, é uma candidatura que, pelo menos pela parte do Novo, não representa aquilo que a gente defende, não há diálogo e não houve ao longo do último ano, passou por muitas questões em Pernambuco, mostrando que não houve construção de unidade da direita e vim agora querer colocar candidatura ao governo, passou o timing”, disse Técio.

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Em abril, nas últimas pesquisas para o Governo do Estado em que foi colocado um nome para a disputa pelo Partido Novo, a sigla era a que melhor pontuava para representar uma terceira via fora da polarização entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB).

O vereador do Recife, Eduardo Moura (Novo), aparecia em terceiro lugar, com índices entre 3% e 6% das intenções de voto. Pouco depois, Eduardo recuou da possibilidade de colocar seu nome à disposição para o Governo e anunciou sua pré-candidatura a deputado federal.

Nesse meio tempo, dentro do PL não houve consenso para a disputa ao Governo do Estado. Nos bastidores, integrantes do PSB vêm articulando uma candidatura própria do PL, o que prejudicaria diretivamente Raquel Lyra, que acumula eleitores da direita e da esquerda. Por outro lado, ainda não está descartada a possibilidade de integrar a base da própria governadora, de quem os irmãos Ferreira foram aliados.

Ao Blog Cenário, o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, indicou que ainda há espaço para subir no palanque de Raquel, caso ela saia de cima do muro e decida fortalecer a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. “O eleitor de direita quer posicionamento”, disparou.