
Nesta segunda (27), durante a convenção nacional do MDB, a legenda definiu que não apoiará nenhum candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. Com isso, os diretórios estaduais terão autonomia para firmar alianças locais, priorizando as disputas pelos governos estaduais, pelo Senado, pela Câmara dos Deputados e pelas Assembleias Legislativas.
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No pleito deste ano, o partido pretende lançar dez candidatos a governador, seis a vice-governador e 20 candidatos ao Senado.
A decisão de liberar os diretórios estaduais foi a alternativa encontrada pelo MDB para acomodar as diferentes posições existentes dentro da legenda. Enquanto no Nordeste e em parte da Região Norte a tendência é de alinhamento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Centro-Oeste, Sul e Sudeste há resistência a uma aproximação com o PT. Diante desse cenário, o apoio formal a um candidato à Presidência poderia aprofundar as divergências internas e provocar um racha no partido.
“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que, nos estados, tenha um resultado bastante positivo”, disse o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.
Além disso, o dirigente defendeu que o MDB deve preservar sua tradição de equilíbrio. “Nossa vontade sempre é ter candidatura própria, mas vivemos um momento de muita radicalização, e o MDB tem essa característica de manter uma posição equilibrada para fazer a diferença nas grandes discussões do País. Tendo uma força significativa no Congresso Nacional, vamos conseguir ajudar o País a avançar, crescer e se desenvolver”, afirmou.
