
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), afirmou que não dará continuidade ao programa de segurança pública da atual gestão estadual caso seja eleito.
Durante sabatina ao “Portal LeiaJá”, exibida nessa quinta (3), o candidato detalhou as diretrizes de seu plano para a área e disse que pretende assumir pessoalmente a coordenação das ações de combate à violência em Pernambuco.
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“Nós vamos criar algo muito melhor e vai ter a minha coordenação diária”, afirmou, ao ser questionado se seguiria o atual programa de segurança do Estado.
Entre as principais propostas está o Pacto Antifacção, que prevê uma força-tarefa para combater organizações criminosas, com integração entre as forças de segurança, fortalecimento da atuação policial e ações para rastrear o dinheiro do crime. A iniciativa também prevê investimentos sociais e a ampliação da presença do Estado nos territórios.
“Nós vamos lançar o Pacto Antifacção, onde pessoalmente, como governador, coordenarei o enfrentamento à violência. Nós vamos fazer uma grande força-tarefa para tirar facções de Pernambuco. Não é só cuidar do território, trazendo obra, investimento e presença social, mas fortalecendo a polícia e fazendo com que o andar de cima seja monitorado. A gente precisa rastrear o dinheiro do crime”, explicou.
João também apresentou o Pacto pela Vida das Mulheres, com a proposta de dobrar o número de Delegacias da Mulher, garantir funcionamento 24 horas e ampliar o monitoramento eletrônico de agressores com medidas protetivas. O candidato ainda defendeu a criação de centros de acolhimento em diferentes regiões do Estado, seguindo o modelo implantado durante sua gestão na Prefeitura do Recife.
“A gente está pronto para expandir a rede, criar os centros espalhados por Pernambuco como eu fiz. Eu peguei a prefeitura com um centro, construímos oito centros para poder garantir que todas as regiões do Recife tenham um centro de acolhimento. E, quando a gente garante o acolhimento, a gente salva a vida, porque a gente chega com a presença do Estado antes da violência chegar”, afirmou.
Na educação, João disse que pretende iniciar a construção de creches já no primeiro dia de governo, além de duplicar a rede de escolas técnicas e ampliar a educação em tempo integral. Também propôs a criação do Pé-de-Meia Pernambuco, com incentivos para estudantes durante as férias, continuidade no ensino técnico e apoio a jovens que desejem empreender após a formação.
“Eu vou trabalhar desde o primeiro momento, no primeiro dia do nosso governo, eu vou estar vistoriando e autorizando obra de creche. Porque a gente vai trabalhar os quatro anos. Não tem isso de trabalhar no último ano”, declarou.
Para a saúde, João defendeu a recuperação das unidades existentes paralelamente à construção de novos hospitais. Entre os equipamentos previstos estão o Hospital Geral Metropolitano, com 900 leitos, além de unidades no Sertão do São Francisco, no Araripe e em Caruaru.
“Eu reformei mais de 100 unidades de saúde e fiz hospital e UPA novas. Então não é um ou outro, é um e outro. Um avião voa com dois motores: um motor é manutenção e restauro do que existe e o outro é a construção de novos serviços. Eu vou acelerar os dois na potência máxima”, afirmou.
Ao falar sobre um eventual governo, João reforçou que pretende iniciar as ações desde os primeiros dias da gestão e promover um ciclo de investimentos em Pernambuco.
“Vocês vão ter um governador que vai trabalhar desde o primeiro dia. Vocês não vão me ver reclamando um dia de que está difícil, de que está pesado. O governador não tem direito de reclamar. Quem tem que reclamar é o povo. Meu compromisso é fazer o maior ciclo de obras da história de Pernambuco”, afirmou.
