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Ivan Moraes apresenta propostas para uso da cannabis e combate ao feminicídio

Redação
Foto: Ingrid Veloso

O candidato a governador de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL), participou da sabatina da TV Tribuna na tarde desta terça (8). Na ocasião, Ivan detalhou a sua proposta de criação do Plano Estadual da Cannabis e explicou os diferenciais de seu plano de combate ao feminicídio em relação ao que está em prática hoje.

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Ele explicou que o funcionamento do Plano Estadual da Cannabistem como principais objetivos facilitar o acesso da população mais pobre aos medicamentos produzidos à base dessa planta, e fomentar o desenvolvimento econômico utilizando partes da cannabis como insumo para diversas indústrias no estado.

“Eu quero que o Governo do Estado faça parcerias com a agricultura familiar, com assentamentos rurais, com comunidades indígenas, quilombolas, com universidades ao longo do estado, e em convênio com o Lafepe. A gente vai tirar essa planta do estigma e da criminalidade. O nosso agricultor vai plantar. A flor, que serve pra fazer remédio, vai ser encaminhada pro Lafepe” disse.

O plano da cannabis servirá, principalmente, para melhorar o acesso da população pobre a medicamentos que, embora legalizados, ainda são caros e inacessíveis para a população de baixa renda.

“A gente vai gerar remédio, emprego e renda sem mudar nenhuma lei federal, porque o remédio, hoje, já é legalizado. Qualquer pessoa que precise de qualquer medicamento produzido a partir da cannabis basta ter uma receita e centenas de reais no bolso, chega na farmácia e compra. O que a gente vai fazer é fazer com que [o acesso] seja possível para a população mais pobre, e fazer com que o lucro advindo da comercialização desse remédio sirva pra gente implementar política pública”, disse o candidato.

Ivan ressaltou que a maior diferença do seu plano de enfrentamento em relação às propostas já implementadas e também às promessas feitas por seus adversários, é o entendimento que a prevenção ao feminicídio e a todas as formas de violência de gênero precisa começar nas escolas; passar pelo empoderamento econômico das mulheres; e terminar com a responsabilização dos agressores.

Meus adversários não falam da necessidade de ter educação sobre gênero nas escolas, para as crianças de 6, 7, 8 anos de idade, como o meu filho, aprenderem que enquanto homens, meninos, eles não têm nenhum direito sobre o corpo da menina; e a menina também compreender que o corpo pertence a ela, e adquirir ferramentas que possam afirmar quando ela pode estar sofrendo pedofilia, que muitas vezes acontece no espaço restrito da família, nos espaços em que a gente entende que ela está segura. Começa na escola e termina na repressão, inclusive fazendo com que tenha a Delegacia [especializada] da mulher em todas as regiões de desenvolvimento” comentou.

Para que essa ideia se torne realidade, Ivan explica que é necessário aumentar o número de delegacias especializadas em todas as regiões do território pernambucano, em especial naquelas que, hoje, ainda estão desassistidas.

Em todo o [Sertão do] Araripe, onde vivem 200 mil pessoas, não tem nenhuma Delegacia da Mulher. Se uma mulher sofre violência em Exu e ela quer ir para uma delegacia especializada, ela tem que viajar até Petrolina, são mais de 3 horas de viagem”, declarou o candidato.