Eleições 2026

Gilmar Júnior aborda denúncias de assédio eleitoral contra profissionais da Enfermagem

Redação
Foto: Divulgação

O deputado estadual Gilmar Júnior (PV), candidato à reeleição, abordou nas redes sociais relatos relacionados a possíveis casos de assédio eleitoral nas relações de trabalho, envolvendo profissionais da Enfermagem durante o período de campanha.

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Representante da categoria na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o parlamentar afirma que encontrou dificuldades durante atividades de campanha relacionadas aos serviços de saúde. Segundo Gilmar Júnior, em algumas instituições houve resistência à realização de panfletagens nas áreas externas e restrições envolvendo profissionais que recebem espontaneamente seu material de campanha.

Ainda de acordo com o deputado, profissionais da Enfermagem relataram receio de sofrer represálias por manifestarem publicamente suas escolhas políticas.

O parlamentar também destacou que, há trabalhadores que evitam publicar fotos ao seu lado, compartilhar conteúdos ou demonstrar apoio político nas redes sociais por medo de possíveis consequências no ambiente de trabalho.

“Estamos falando de profissionais que têm medo de dizer em quem votam porque precisam preservar seus empregos. A liberdade política não pode terminar na porta de um hospital”, alerta o parlamentar.

Entre os episódios mencionados pelo deputado está o caso de uma trabalhadora de uma unidade hospitalar que, segundo ele, teria sido exonerada após aparecer em um dos vídeos publicados por Gilmar Júnior.

“Quando um trabalhador começa a calcular se uma fotografia, uma postagem ou uma manifestação política pode lhe custar o emprego, nós temos um problema que ultrapassa qualquer candidatura. Estamos falando da liberdade de cada cidadão”, afirma.

Gilmar também explicou que a legislação brasileira prevê proteção à liberdade de escolha política do trabalhador. O assédio eleitoral pode envolver coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento com o objetivo de influenciar o voto, o apoio ou a manifestação política de trabalhadores.

“Emprego não pode ser instrumento de pressão política. Ninguém pode ser obrigado a esconder sua escolha por medo de perseguição. O voto é livre, a consciência é livre e o trabalhador precisa ter sua dignidade respeitada.”

O parlamentar afirma que o tema deve ser discutido durante o período eleitoral e defende que trabalhadores possam manifestar suas preferências políticas sem sofrer pressões relacionadas ao vínculo profissional.