
Pernambuco gerou 13.428 novos postos formais de trabalho em agosto. Os dados do Novo Caged foram divulgados nesta terça (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado coloca o Estado na primeira posição entre os estados do Nordeste e na terceira colocação do país, atrás apenas de São Paulo (42.533) e do Rio de Janeiro (20.886). O saldo pernambucano representou 22,6% das vagas formais criadas no Nordeste no mês.
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“O resultado de agosto mostra uma economia pernambucana movimentada em diferentes frentes, com todos os grandes setores apresentando geração de empregos. É um dado que merece ser acompanhado com atenção, inclusive considerando os efeitos sazonais de atividades importantes para o Estado, como a cadeia sucroenergética. Nosso trabalho é justamente acompanhar essa dinâmica e criar condições para que Pernambuco continue atraindo investimentos, fortalecendo sua economia e ampliando as oportunidades para os pernambucanos”, afirma a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto.
Ao todo, foram 67.513 admissões em agosto, o maior volume de contratações para o mês no Estado. O resultado positivo foi distribuído entre os cinco grandes setores da economia. Os serviços lideraram a geração de empregos, com 4.393 postos, seguidos pela indústria (3.296), agropecuária (2.981), construção (1.824) e comércio (934), que voltou a apresentar saldo positivo após registrar resultado negativo em julho.
A safra da cana-de-açúcar teve participação relevante no desempenho de agosto. A cadeia sucroenergética gerou 5.050 postos, 37,6% do saldo estadual. Os destaques foram a fabricação de açúcar (2.790 vagas) e o cultivo de cana (1.413).
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, Pernambuco soma 36.874 novos postos formais de trabalho, sendo 26.769 nos serviços. Nos últimos 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, foram criados 63.587 postos, levando o estoque de empregos formais do Estado a 1.550.518 vínculos, o maior volume da série.
Considerando o ajuste sazonal, que desconta movimentos que se repetem em determinados períodos do ano, como os do ciclo da cana-de-açúcar, Pernambuco apresentou saldo de 3.110 postos em agosto, contra 748 em julho. Na Região Metropolitana do Recife, foram gerados 5.690 postos formais em agosto, correspondentes a 42,4% do saldo estadual.
Os dados do Novo Caged são revisados quando as empresas apresentam declarações com atraso. Em Pernambuco, o saldo de julho passou de 1.883 para 2.039 postos.
No Brasil, foram criados 165.827 postos formais em agosto, 7,2% a mais que no mesmo mês de 2025. No ano, o saldo nacional é de 1.134.033 vagas. Em Pernambuco, homens ocuparam 10.055 dos postos criados em agosto, e mulheres, 3.373. A diferença está ligada ao peso de agropecuária, indústria, construção e cadeia sucroenergética no resultado do mês.
