Artigo: crise alimentar pós-pandemia


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25 de março de 2021 às 12h45min - Por Américo Rodrigo

Foto: Divulgação

“Ao final do ano de 2019, com o surgimento do novo coronavírus, o mundo se deparou com uma das maiores crises sanitárias jamais vista na história da humanidade. Com a declaração de pandemia mundial instaurada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) várias crises foram geradas em diversos setores, inclusive socioeconômico.

É preciso que haja um planejamento entre os gestores públicos, começando pelo governo federal, para reduzir os danos sociais trazidos pela pandemia e garantir em especial a segurança alimentar.

Quando finalmente conseguirem resolver a crise na saúde a “Pandemia da Fome” será instalada definitivamente. Vejamos, os números de pessoas que já viviam em situação de extrema pobreza já eram preocupantes em 2013 e dados recentes a respeito da insegurança alimentar mostram que a fome se faz presente na vida das famílias brasileiras até o presente momento. Por conta disso, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil ocupa uma posição de destaque no ranking mundial e já voltou ao mapa da fome, o que não ocorria desde o segundo semestre de 2013.  

A insegurança alimentar também está presente na vida das pessoas da meia idade que tem crianças em casa comprometendo assim o futuro do país tendo em vista que as sequelas da subnutrição comprometem mental e fisicamente os indivíduos. Constata-se ainda que os segmentos mais pobres e os que não tiveram acesso à educação são os mais afetados.

Por fim, é preciso colocar na pauta de forma urgente programas sociais, cujo objetivo seja as providências da mitigação da fome, para atender os vulneráveis dos vulneráveis. Caso contrario com os impactos sociais e econômicos da pandemia do novo coronavírus é certo que o Brasil se tornará o epicentro da fome no mundo.”

Edna Gomes – Secretaria Executiva de Articulação e Prevenção Social