Governo do Estado se posiciona, após carta do assassino de Beatriz


Notícias
19 de janeiro de 2022 às 10h30min - Por Karol Matos

Foto: Divulgação

O Governo do Estado emitiu uma nota, através da Secretaria de Defesa Social, sobre o caso Beatriz. Na noite de ontem (19), um advogado que se apresentou como novo representante de Marcelo da Silva foi à imprensa para divulgar uma carta escrita pelo preso. No texto, ele nega a autoria do crime e diz ter sido “pressionado” a confessar. Ainda durante à noite, a família de Beatriz afirmou que não acredita no conteúdo da carta e que tem convicção de que Marcelo é sim o assassino da garota. Para Lucinha Mota, mãe de Beatriz, “muitas pessoas querem ganhar holofotes com o caso”.

Os deputados estaduais Romero Albuquerque (PP), Clarissa Tercio (PSC) e Joel da Harpa (PP) anunciaram que vão pedir uma CPI na Alepe para investigar a elucidação do crime. Por nota, a assessoria de imprensa da SDS reforçou que um exame de DNA confirmou que o material genético encontrado na faca usada para matar Beatriz é de Marcelo, e que o depoimento onde ele confessa o crime foi gravado.

“Importante ressaltar que a Polícia Civil filmou o depoimento na íntegra, seguindo todas as regras legais, a fim de evitar quaisquer questionamentos, tentativas de macular a confissão ou estratégias projetadas para tumultuar o caso”, diz a SDS.

Confira a íntegra da nota:

A Secretaria de Defesa Social reforça que todo o inquérito sobre o assassinato da menina Beatriz está sendo realizado dentro de todos os parâmetros legais, com zelo e lisura. Esclarece ainda que o indiciamento do suspeito do crime foi realizado após a identificação positiva através de comparação de DNA. Essa é uma prova técnico-científica, que foi ratificada pela confissão do preso que se coaduna com as demais provas existentes no inquérito policial e é compatível com a dinâmica dos fatos e toda a linha de tempo descoberta durante a investigação. Importante ressaltar que a Polícia Civil filmou o depoimento na íntegra, seguindo todas as regras legais, a fim de evitar quaisquer questionamentos, tentativas de macular a confissão ou estratégias projetadas para tumultuar o caso.

A SDS informa, ainda, que o caso segue sob sigilo, e a Polícia Civil de Pernambuco está dando continuidade às diligências solicitadas pelo Ministério Público Estadual, bem como à compilação de todas as provas necessárias para conclusão do inquérito policial e consequente remessa ao MPPE.