Modus operandi de Raquel sobre distribuição de emenda é notícia nacional

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Publicado por Redação
18 de junho de 2024 às 15h00min
Foto: Roberto Soares

O encaminhamento de emendas feito pela governadora Raquel Lyra (PSDB) quase que exclusivamente para aliados, gerando revolta de parte dos deputados que integram a Assembleia Legislativa de Pernambuco, acabou virando destaque nacional, nesta terça (18).

A coluna publicada por Augusto Tenório, no Estadão, deu ênfase principalmente ao fato de a prioridade ter sido a base, correlacionando ao período pré-eleitoral. A cobrança por equidade, feita pelo presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB), também foi enfatizada.

Confira a íntegra do texto:
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), inaugurou no Estado o pagamento de transferências especiais. Conhecido como “emendas pix”, o mecanismo permite o depósito direto no caixa das prefeituras, sem vinculação a uma política pública específica. Em um único dia, foram liberados R$ 30,8 milhões. Levantamento feito pela Coluna do Estadão mostra que a governadora, neste ano eleitoral, deu preferência a indicações de emendas feitas por deputados estaduais aliados.

Apesar de correligionário de Raquel Lyra (PSDB), o presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto, não foi contemplado. “A execução não foi realizada de forma equitativa das transferências especiais aos municípios”, reclamou o deputado, que acumula embates com a governadora. Procurada, a tucana não comentou os critérios de liberação das emendas pix.

Veja, abaixo, os parlamentares contemplados com pagamento das “emendas pix”. Todos são próximos à governadora do Estado:

William Brígido (Republicanos): R$ 2,5 milhões.
Aglailson Victor (PSB): R$ 2,1 milhões.
Cléber Chaparral (União): R$ 1,9 milhão.
Débora Almeida (PSDB): R$ 1,9 milhão.
Simone Santana (PSB): R$ 1,7 milhão.
Joaquim Lira (PV): R$ 1,6 milhão.
Joãozinho Tenório (PRD): R$ 1,5 milhão.
Kaio Maniçoba (PP): R$ 1,5 milhão.
Mário Ricardo (Republicanos): R$ 1,5 milhão.
Pastor Júnior Tércio (PP): R$ 1,5 milhão.
Antônio Moraes (PP): R$ 1,4 milhão.
Fabrizio Ferraz (Solidariedade): R$ 1,3 milhão.
Gustavo Gouveia (Solidariedade): R$ 1,2 milhão.
Joel da Harpa (PL): R$ 1,2 milhão.
Pastor Cleiton Collins (PP): R$ 1,1 milhão.
France Hacker (PSB): R$ 1 milhão
João de Nadegi (PV): R$ 1 milhão.
Izaías Régis (PSDB): R$ 1 milhão.
Luciano Duque (Solidariedade): R$ 920 mil.
Pastor Cleiton Collins (PP): R$ 800 mil.
Adalto Santos (PP): R$ 746 mil.
Renato Antunes (PL): 600 mil.
Rosa Amorim (PT): R$ 300 mil.
Jeferson Timóteo (PP): R$ 200 mil.
Claudiano Martins Filho (PP): R$ 200 mil.
Edson Vieira (União): R$ 170 mil.
Jarbas Filho (PSB): R$ 100 mil.

Redação

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