
O vereador Rinaldo Júnior, líder do PSB na Câmara Municipal do Recife, saiu em defesa do prefeito João Campos (PSB) diante das recentes acusações de superfaturamento na aquisição de materiais didáticos pela Prefeitura do Recife. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar esclareceu pontos cruciais sobre o caso, buscando dissipar dúvidas e reforçar a transparência da gestão municipal.
As suspeitas surgiram após um relatório preliminar do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) apontar um possível superfaturamento de R$ 646 mil na compra de livros destinados a professores da rede municipal. De acordo com o relatório, o material adquirido para os docentes teria um custo significativamente superior ao dos alunos, sem justificativas aparentes para tal discrepância.
O portal Metrópoles noticiou que a Prefeitura do Recife adquiriu livros para professores ao custo de R$ 1.690 por unidade, resultando em um sobrepreço identificado pelo TCE-PE de mais de R$ 3,3 milhões entre 2023 e 2024. A gestão municipal, no entanto, contesta os valores apresentados, alegando equívocos nos cálculos realizados pela auditoria.
Em seu pronunciamento, Rinaldo enfatizou que o processo de aquisição dos materiais didáticos ocorreu dentro da legalidade e que os valores pagos estão condizentes com os praticados no mercado. Ele ressaltou ainda que a Prefeitura está colaborando com as investigações do TCE-PE para esclarecer todos os pontos levantados e reafirmou o compromisso da gestão de João Campos com a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.
O vereador também destacou a importância dos materiais adquiridos para a melhoria da qualidade do ensino na rede municipal, argumentando que investimentos em educação são fundamentais para o desenvolvimento da cidade. Rinaldo criticou o que chamou de “tentativas de politização” do caso, afirmando que é necessário aguardar a conclusão das apurações antes de tirar conclusões precipitadas.
A Prefeitura do Recife, por sua vez, mantém a posição de que não houve irregularidades no processo de compra dos livros e que está à disposição dos órgãos de controle para prestar todos os esclarecimentos necessários. O TCE-PE ainda não emitiu um parecer final sobre o caso, e as investigações continuam em andamento.