
Desde a campanha eleitoral de 2022, a governadora Raquel Lyra (PSD) tem feito questão de exaltar Pernambuco, seja por meio das cores estampadas na bandeira, seja pela incorporação de elementos que remetem à cultura local.
Esses símbolos aparecem tanto nos discursos, quanto em objetos do cotidiano, como sandália ou mochila que carrega em viagens. O gesto tem se repetido em diversas ocasiões, sobretudo em agendas oficiais.
Clique aqui, inscreva-se e ative o sininho.
Ao vestir as cores da bandeira e incorporar esses símbolos Raquel constrói uma narrativa visual e discursiva que dialoga diretamente com o sentimento de orgulho do pernambucano. Na política, símbolos comunicam de forma rápida, atravessam bolhas e ajudam a criar vínculos emocionais.
As ações do governo caminham na mesma direção. Um exemplo é o Festival Pernambuco Meu País, que reforça a valorização da identidade cultural do estado. Outro ponto é o fortalecimento da disciplina História de Pernambuco, que, a partir deste ano, passa a integrar de forma obrigatória o currículo dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio na rede estadual.
Mais do que estratégia estética, o uso recorrente desses símbolos revela uma aposta na identidade como ferramenta de aproximação política e de construção de pertencimento, criando conexão por meio de referências que fazem parte do imaginário coletivo pernambucano.












