
Em meio à crise que se instaurou em torno do seu dia a dia político, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), optou por não participar da abertura dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal, nesta segunda (2).
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Campos, que em seu último mandato voou em céu de brigadeiro, tem enfrentado um bombardeio da oposição. O último e mais carregado de todos foi a revelação da denúncia envolvendo um suposto beneficiamento do filho de um juiz em um concurso para a Procuradoria do município.
Ele teria sido favorecido em detrimento de um candidato aprovado em primeiro lugar para a vaga de PCD, sigla para Pessoa com Deficiência. A polêmica resultou em um pedido de impeachment que tramita na Casa de José Mariano e terá sua admissibilidade votada amanhã (3). No mês passado, ao ser questionado pelo Blog Cenário sobre o assunto, João Campos criticou o que chamou de “uso político” da causa de pessoas com deficiência para atacá-lo.
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O juiz, pai do candidato, foi responsável por arquivar uma investigação contra a Prefeitura, que chegou a ser reaberta na semana passada pelo TJPE, mas suspensa pelo STF na sexta (30), através do ministro Gilmar Mendes, que foi acionado por advogados do partido do gestor. A nova reviravolta geraria questionamentos a João, o que foi evitado com a ausência.
O prefeito também preferiu driblar qualquer tentativa de constrangimento por parte da oposição. No ano passado, Campos foi abordado por Eduardo Moura (Novo), que fez provocações ao gestor com celular em punho, vídeo que colecionou milhões de visualizações.
A leitura da mensagem do Executivo será feita pelo secretário de Planejamento, Jorge Vieira. Segundo o líder do governo, Samuel Salazar (MDB), João Campos cumpre agendas em Brasília.













