
O deputado estadual Júnior Matuto (PRD) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta quarta (4), para mais uma vez comentar o caso da empresa de transporte intermunicipal que pertencia à família da governadora Raquel Lyra (PSD), e criticar o que classificou como “dois pesos e duas medidas” do Governo do Estado na fiscalização de veículos.
Clique aqui, inscreva-se e ative o sininho.
Em seu discurso, Matuto relacionou o início do período de cobrança do IPVA e do seguro obrigatório com a realidade enfrentada por trabalhadores que dependem do veículo para garantir renda, como motoristas de aplicativo, taxistas, motoboys, operadores de delivery e pequenos comerciantes. Segundo ele, enquanto o Estado aperta o cerco contra o cidadão comum, foi omisso por anos no caso da empresa ligada à família da governadora.
“Janeiro chega com a ressaca do cartão estourado, das contas acumuladas, e logo vem o que o povo chama de caça às bruxas: IPVA, seguro obrigatório e blitz atrás de blitz. O trabalhador não quer deixar de circular porque precisa trabalhar”, afirmou.
Para ilustrar a crítica, o deputado levou à tribuna uma porta de carro, uma bag de encomendas e um tanque de motocicleta com adesivos da Logo Caruaruense, em uma ação simbólica para chamar atenção da imprensa e da população para o tratamento desigual dado pelo Estado.
“Por que para o trabalhador tem rigor, fiscalização e punição, e para a empresa do pai da governadora não houve nenhum tipo de fiscalização durante três anos? Isso é conveniência, é distanciamento da realidade do povo e é dois pesos e duas medidas”, criticou.
Ao encerrar o discurso, o parlamentar afirmou que sua fala expressa a indignação de pais e mães de família que dependem do transporte para sobreviver e que, segundo ele, são penalizados por um Estado que falha em tratar todos com igualdade. “Para o trabalhador nunca há prevenção. Mas quando envolve a família da governadora, o Estado fecha os olhos. E o povo de Pernambuco está vendo tudo isso”, concluiu.













