Política

Oposição realiza fiscalizações e discute desafios da rede estadual de saúde

Redação
Foto: Antônio Albuquerque

De acordo com parlamentares da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a redução de leitos hospitalares e a diminuição de investimentos destinados à saúde pública estadual estão, segundo eles, entre os fatores apontados para o enfraquecimento de hospitais da rede estadual. O tema foi debatido por eles nesta terça (26) após fiscalizações realizadas em algumas das principais emergências públicas do estado.

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As visitas ocorreram no Hospital da Restauração, Hospital Otávio de Freitas, Hospital Getúlio Vargas e Hospital Agamenon Magalhães, no Recife.

De acordo com os deputados, os investimentos proporcionais à receita corrente líquida do estado destinados à saúde diminuíram nos últimos anos, passando de 18,8% em 2022 para cerca de 15,7% e 15,8% nos anos seguintes. Os parlamentares afirmam que essa redução representa cerca de R$ 1,5 bilhão a menos em recursos para a área.

Os parlamentares também criticaram a redução nos investimentos destinados às principais unidades hospitalares da rede estadual,

Os deputados também citaram episódios recentes envolvendo unidades hospitalares, como problemas estruturais registrados no Hospital da Restauração e ações de revitalização anunciadas para o Hospital Agamenon Magalhães. Segundo os parlamentares, ainda existem desafios estruturais e operacionais que precisam de solução.

Estivemos nesses hospitais e encontramos problemas que vêm sendo maquiados pelo atual governo. A propaganda diz que está tudo bem, mas, por dentro, os problemas estruturais seguem sem uma solução efetiva”, diz o deputado Diogo Moraes.

Ainda de acordo com os parlamentares, documentos técnicos do próprio Governo de Pernambuco apontam limitações em hospitais regionais, o que aumentaria a transferência de pacientes para Recife e Caruaru. Os deputados também mencionam o fechamento de unidades hospitalares e a desativação de UTIs pediátricas desde 2023.