Eleições 2026

Marília Arraes integra mobilização nacional pelo combate ao feminicídio 

Redação
Foto: Crysli Viana

A candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes (PDT), integra a campanha nacional Vivas e Livres, uma mobilização que reúne 14 candidatas ao Senado nas Eleições 2026 em torno do compromisso de fortalecer o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra meninas e mulheres no Brasil. A iniciativa foi articulada pela ex-deputada federal Áurea Carolina, de Minas Gerais, e reúne lideranças de diferentes estados e trajetórias políticas em defesa de uma agenda comum para ampliar a proteção às mulheres.

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Como parte da mobilização, as candidatas lançaram um abaixo-assinado nacional convidando a sociedade civil a apoiar uma agenda de fortalecimento das políticas públicas de prevenção à violência, acolhimento às vítimas e responsabilização dos agressores. A campanha nasce em resposta ao agravamento dos índices de violência contra as mulheres no país. 

“Nenhuma mulher deveria viver com medo de ser a próxima vítima da violência. O feminicídio é uma tragédia que exige resposta firme do Estado e compromisso permanente da sociedade. Ao integrar essa mobilização nacional ao lado de tantas mulheres comprometidas com essa causa, reafirmo que proteger a vida das brasileiras precisa ser uma prioridade do Senado. Não podemos aceitar que tantas mulheres continuem perdendo a vida por falta de prevenção, acolhimento e políticas públicas eficazes”, destacou Marília.

Embora o país conte com uma rede de proteção formada por Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), centros de referência, Defensoria Pública, Ministério Público, juizados especializados e casas de acolhimento, a estrutura ainda é insuficiente, especialmente nas cidades do interior. Nos municípios com até 100 mil habitantes, menos de 5% possuem uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.

A campanha também chama atenção para a baixa representação feminina no Senado Outro alerta da mobilização diz respeito ao crescimento de conteúdos misóginos nas redes sociais. Pesquisa do NetLab da UFRJ, em parceria com o Ministério das Mulheres, identificou que influenciadores ligados à chamada “machosfera” ampliaram significativamente seu alcance nos últimos anos.