
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), anunciou nesta sexta (7) o rompimento político com a candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado. A decisão também foi acompanhada pelo médico Gabriel Porto (PSB), candidato a deputado federal.
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Em nota oficial, os dois afirmam que foram os primeiros a declarar apoio à ex-deputada, ainda antes da oficialização de sua candidatura na chapa majoritária. No entanto, alegam que compromissos políticos assumidos por Marília não foram cumpridos, o que teria levado ao fim da aliança.
O texto faz duras críticas à pedetista e afirma que ela “mais uma vez, demonstrou dificuldade em cumprir aquilo que foi acordado e em honrar a palavra empenhada“. Em outro trecho, pai e filho afirmam que “política se faz com diálogo, compromisso e, acima de tudo, palavra. Quando a palavra deixa de ter valor, a confiança também deixa de existir“.
A nota ainda sustenta que a decisão não foi tomada por conveniência política, mas por coerência. “Pernambuco não pode ter uma senadora que não cumpre a palavra“, afirmam Álvaro e Gabriel Porto, acrescentando que quem pretende representar o estado no Senado precisa demonstrar capacidade de honrar os compromissos assumidos.
Segundo apurou o Blog Cenário, o acordo inicial previa que a primeira suplência da candidatura de Marília ao Senado seria destinada ao ex-prefeito de Quipapá, Alvinho Porto, o que não se concretizou. Ontem (6), a pedetista anunciou o ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho, Abel Neto (PSB), para ocupar o posto na chapa.
O rompimento amplia as dificuldades da campanha de Marília Arraes, que perde o apoio de uma das principais lideranças do MDB em Pernambuco e do presidente da Casa de Joaquim Nabuco em meio à corrida eleitoral. Até o momento, a candidata não se pronunciou sobre as declarações.
