
Após bater o martelo e decidir entrar na corrida por uma vaga de deputado federal, a estratégia de Miguel Coelho (UB), desde então, tem aproveitado o cenário diante da boa movimentação de seu nome nos últimos meses e do custo político de permanecer sem mandato desde 2022. Outra tática tem sido massificar a ideia de unidade familiar e viabilizar seu próprio projeto sem comprometer a tentativa de reeleição do irmão, o deputado federal Fernando Filho (UB).
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Nas redes sociais e em entrevistas, Miguel tem reforçado a necessidade de preservar o mandato do irmão, mas também de fazer com que sua candidatura venha para dar tração e somar. Ele tem deixado claro que seu projeto foi pensado para fortalecer a representação de Petrolina, e a candidatura de Fernando Filho, para não provocar uma divisão de votos dentro do grupo político.
Nesta terça (11), voltou a destacar essa estratégia. “A gente fez muita conta, como a vida do político tem que ser. Ao invés de dividir, eu iria me unir e somar a Fernandinho para fazer mais por Petrolina”, afirmou em suas redes sociais.
A estratégia é de transformar os dois nomes em candidaturas complementares. Miguel também deve contar com o peso eleitoral do grupo da governadora Raquel Lyra (PSD) na organização desses votos.
Outro fator que entrou para fechar essa equação foi a articulação construída pela família Coelho em torno da candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado. Com a saída de Mendonça da disputa pela Câmara Federal, a conta é de que parte da estrutura e dos votos que tradicionalmente orbitam seu projeto possam contribuir para fortalecer as candidaturas dos irmãos. Uma das principais bases de Mendonça, São Bento do Una foi transferida para Fernandinho, fazendo uma dobradinha com Débora Almeida (PSD).
