
Não foi só a disputa de narrativas sobre as ações iniciais de campanha da governadora Raquel Lyra (PSD) e do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), que deram o tom da disputa eleitoral.
A segunda (17) foi marcada por decisões do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), que atendeu a pedidos para a remoção de bandeiras de Raquel Lyra colocadas no Cais José Estelita e de uma publicação de João Campos sobre uma barqueata no Instagram.
Os episódios sinalizam que, além das ruas e das redes sociais, a campanha também deverá ser marcada por uma intensa disputa nos tribunais. E, pelo visto, a guerra jurídica entre os dois principais candidatos já começou.
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Prévia – Antes mesmo do início da propaganda eleitoral, as equipes jurídicas de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) já travavam um duelo nos bastidores. Naquele momento, o foco estava nas publicações em páginas de apoiadores e nas impugnações de pesquisas eleitorais.
Visual – Desde as primeiras horas do início oficial da campanha eleitoral, a equipe de João Campos (PSB) não perdeu tempo e tomou as ruas do Recife com material de campanha. Bandeiras, adesivos e militantes ocuparam diferentes pontos da cidade. O contraste com a estratégia adotada pela equipe de Raquel Lyra (PSD), até o momento, é gritante.
Volume – A campanha do candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP) tem contabilizado importantes adesões na disputa pela Casa Alta. Nesta segunda (18), o deputado federal recebeu o apoio do prefeito de Ipojuca, Carlos Santana (Republicanos), e do presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (MDB).
Mobilização – Os eventos liderados pelo prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PDT), em apoio aos seus candidatos têm chamado atenção pelo volume de pessoas mobilizadas. A força política do gestor tem se refletido nas ruas, com agendas que reúnem um número expressivo de apoiadores e reforçam o peso de sua atuação no processo eleitoral.
Neutralidade – Embora seu partido tenha um candidato à Presidência da República, Raquel Lyra (PSD) iniciou a campanha sem fazer qualquer menção, em seus discursos, materiais ou redes sociais, a um nome nacional. A tendência é que a governadora mantenha essa postura ao longo de toda a eleição.
