
O Recife, mais uma vez, se apresenta como o lastro da economia de Pernambuco. No segundo trimestre de 2026, a capital pernambucana registrou taxa de desocupação de 7,2%, a menor dos últimos 11 anos, abaixo dos 8,3% registrados no Estado. A diferença também aparece na renda: o trabalhador recifense recebeu, em média, R$ 4.075 contra R$ 2.771 em Pernambuco, um rendimento 47% maior.
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Outro recorte é que o resultado crava o Recife nos menores níveis de desocupação observados entre as principais capitais nordestinas, igualando a taxa registrada em Fortaleza e ficando abaixo dos 11,4% de Salvador.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgados na última sexta (14), e que reforçam o protagonismo do Recife no estado. Segundo o levantamento, a melhora veio acompanhada de aumento da população ocupada, que passou de 749 mil para 756 mil pessoas entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. No mesmo período, o número de desocupados caiu de 72 mil para 59 mil, contribuindo para a redução da taxa.
“Os números mostram que o Recife consegue absorver mais trabalhadores e concentra atividades econômicas capazes de gerar empregos de maior remuneração. É um projeto que considera gerar empregos de qualidade para que, realmente, transformem a vida da população. A diferença de 1,1 ponto percentual na desocupação e de R$ 1.304 no rendimento médio evidencia a distância entre a dinâmica econômica da capital e a média pernambucana”, destacou o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB).
O desempenho aparece também nos dados do Caged. Recife criou 12.402 empregos formais no primeiro semestre de 2026, quase 60% de todas as vagas geradas em Pernambuco no período. Somente em junho, foram 2.651 novos postos de trabalho, sexto mês consecutivo de saldo positivo, elevando o estoque de empregos formais da capital para 564.546 vínculos.
