
O Partido Liberal (PL) marcou uma reunião para a próxima terça (3), com o objetivo de debater os cenários para a presidência da Câmara dos Deputados e a distribuição de cargos no Legislativo.
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Segundo a CNN, a sigla avalia aderir ao bloco liderado pelo atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas há a possibilidade enfrenta resistências internas.
O grupo ligado ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defende que, sem um acordo com Hugo Motta, o tamanho da bancada do partido na Câmara não será suficiente para garantir espaço nas negociações. Caso fique isolada, a sigla poderá ter menos prioridade na distribuição das comissões.
Já a ala mais radical do partido é contrária a um possível apoio a Hugo Motta, devido à proximidade do deputado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Parlamentares desse grupo também têm declarado publicamente que não pretendem votar pela reeleição do atual presidente da Câmara.
Hugo Motta recebeu apoio do Partido dos Trabalhadores e se posicionou a favor da reeleição do presidente Lula no segundo turno deste ano. Por enquanto, além do PT, ele conquistou o apoio de 15 outros partidos e tem maioria para se manter como presidente da Câmara.
Segundo deputados da bancada, Hugo Motta tem indicado a interlocutores da esquerda que está disposto a ouvir as demandas do PL, mas que o PT terá prioridade nas negociações.
Já no PL, a visão é de que a liderança de Sóstenes Cavalcante (RJ) pode ser mantida em 2027. De acordo com integrantes da legenda, Hugo prefere negociar com outros parlamentares, como o vice-presidente da Câmara, Altineu Cortes (PL-RJ) e o próprio cacique Valdemar Costa Neto. O PT, por sua vez, ameaça sair do bloco, caso Hugo Motta também firme um acordo com o PL.

