
A Prefeitura do Recife e o Governo Federal deram início, nesta quinta (11), às obras de mais 568 unidades habitacionais destinadas à população de baixa renda da cidade. Os empreendimentos Maria Elvira (Caiara), Maria Felipa (Caiara 1) e Caiara 2 serão erguidos na Avenida Maurício de Nassau, entre os bairros do Cordeiro e da Iputinga, nas proximidades do Rio Capibaribe, e juntos receberão investimentos superiores a R$ 100 milhões, no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida. O prefeito João Campos (PSB) e o superintendente estadual da Caixa, Marcelo Maia, assinaram a ordem de serviço e os contratos das obras, que beneficiarão mais de 2,8 mil pessoas.
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“São 568 unidades em três empreendimentos que estamos assinando e autorizando o início das obras, com um investimento de mais de R$ 100 milhões para habitação aqui. É um passo importante para a realização de um sonho de mais de 560 famílias, e esse sonho não seria possível se não fosse a luta de muita gente. Nós não teríamos esse dia se não tivéssemos a volta do Minha Casa Minha Vida. Contem com a gente, porque aqui vai ser feito e bem feito. Somos um time que não está para falar; as pessoas confiaram em mim para estar ouvindo e tirando do papel”, afirmou o prefeito, João Campos.
Os habitacionais integram um conjunto de mais de 1,7 mil novas unidades populares, em oito empreendimentos, que o Recife está recebendo pelo Minha Casa, Minha Vida, nas modalidades FAR e Entidades, representando um investimento total de quase R$ 300 milhões e beneficiando diretamente cerca de 8,5 mil pessoas em situação de vulnerabilidade em diversas regiões da cidade. Utilizando recursos próprios, federais e oriundos de instituições financeiras como o BID, a atual gestão executa a maior política habitacional da história da cidade e, desde junho, começou também as obras dos habitacionais Caranguejo Tabaiares, Comunidade do Bem 1 e 2, São José e Vila Aeronáutica 1 e 2, além de ter entregue o conjunto Papa Francisco.
No Cordeiro, as obras estão começando pelo habitacional Caiara 2, que teve a ordem de serviço assinada e totaliza 192 unidades, beneficiando cerca de 960 pessoas, com investimentos de R$ 36,4 milhões, dos quais R$ 3,7 milhões de contrapartida municipal, dentro do Minha Casa Minha Vida-FAR. As 192 unidades estão distribuídas em quatro blocos com térreo mais três pavimentos, situados na Avenida Maurício de Nassau, S/Nº, nas proximidades do Rio Capibaribe. Os apartamentos possuem área útil privativa em torno de 49 m², distribuídas em sala, dois quartos, cozinha, área de serviço e sanitário. Os moradores contarão com espaços para esportes e lazer, como academia, campo de futebol, playground e bicicletário com 60 vagas, além de estacionamento para motos, áreas de convivência e para circulação de pedestres.
Haverá também espaço comunitário, com salão para reuniões, festas e jogos, copa, sanitário e sala do síndico. O empreendimento terá área construída total de 11 mil m². O projeto inclui o uso de sistemas que possibilitam maior sustentabilidade e eficiência energética, como sistema de geração fotovoltaica para as áreas comuns e pisos drenantes nos passeios e vias de acesso de veículos, além do uso de equipamentos de consumo responsável como bacia com duplo fluxo de acionamento e torneiras com temporizador.
Os trabalhos ficam a cargo do Ministério das Cidades, por meio da Caixa, com acompanhamento da Secretaria de Habitação, que regularizou os terrenos, aprovou os projetos e realizou os chamamentos públicos para contratação das construtoras. “Agora todos os habitacionais já contratados pelo Recife dentro do Minha Casa Minha Vida-FAR estão iniciados, totalizando mais de 1300 unidades. Estamos garantindo vida melhor para milhares de pessoas e realizando uma grande intervenção de urbanização social, com empreendimentos localizados em áreas dotadas de boa infraestrutura. Tudo isso só é possível graças à parceria entre o Governo Lula e a gestão João Campos”, disse o secretário de Habitação do Recife, Felipe Cury.
O secretário também destaca que é a primeira obra dessa modalidade do MCMV no Recife executada por meio da Prefeitura. “Fizemos a doação direta dos terrenos para as entidades, permitindo que os movimentos pela moradia tenham autonomia e mostrem que podem produzir habitação. Um fato histórico que mostra que nossa gestão preza pela participação popular”, afirma.
O Maria Elvira ocupa um terreno de 7.354,91 m², com as 184 Unidades Habitacionais dispostas em seis blocos de tipologia térreo mais três pavimentos, sendo um bloco com tipologia para 24 UHs e cinco blocos com tipologia para 32 UHs. Já o terreno do Maria Felipa tem área total de 6.568,58 m², com as 192 UHs dispostas em seis blocos de tipologia térreo mais três pavimentos com 32 UH por bloco.
Entidades
Na ocasião, Prefeitura e Caixa assinaram também os contratos para as obras dos habitacionais Maria Elvira (Caiara) e Maria Felipa (Caiara 1), que juntos terão 376 apartamentos, com investimentos de R$ 64 milhões, no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, em que as obras são tocadas pelos próprios movimentos sociais. Cada unidade tem área em torno de 50 m2, com dois quartos, sala de estar, varanda, cozinha, banheiro e área de serviço, sendo todos os cômodos adaptáveis para acessibilidade.O projeto prevê a construção de um centro comunitário e biblioteca, área de guarita, lixeira, bicicletário, parque infantil,
A Prefeitura e Caixa irão acompanhar a execução das obras, que serão realizadas pelo Centro de Pesquisa, Formação e Desenvolvimento Feminista (CE Feminista) e pelo MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia). Cerca de 1,8 mil pessoas conquistarão moradia digna com os dois empreendimentos.
O programa MCMV-Entidades foi instituído em 2023 e tem por finalidade a concessão de financiamento subsidiado a famílias organizadas por meio de entidades privadas, sem fins lucrativos, para produção de unidades habitacionais urbanas, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). O programa apoia a produção social da moradia e a participação da população como protagonista na solução de seus problemas habitacionais, estimulando a organização popular e a produção habitacional por autogestão. A iniciativa dá aos movimentos sociais autonomia para cadastrar as famílias beneficiadas e indicar o projeto que melhor atenda à realidade delas.












