
Caso a Federação União Progressista confirme a ocupação das duas vagas ao Senado na chapa de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), com Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (UB), hipótese que ganhou força nos últimos dias, o tabuleiro eleitoral deve passar por um rearranjo imediato.
A consequência direta seria a abertura de caminho para Silvio Costa Filho integrar a chapa liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), que, em tese, já conta com o senador Humberto Costa (PT) como nome certo para a disputa.
Na última semana, Silvio manteve encontros estratégicos em Brasília com os principais nomes do PT de Pernambuco, em uma tentativa de fortalecer seu nome junto a esse núcleo. Após o Carnaval, os gestos devem se intensificar com o objetivo de pavimentar um entendimento que viabilize sua presença na chapa da Frente Popular.
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Sorridente – Quem encontrou o deputado Eduardo da Fonte (PP) ontem (9), após conversa com a governadora Raquel Lyra (PSD), relatou que ele deixou o Palácio do Campo das Princesas demonstrando satisfação. Também participaram do diálogo o deputado estadual Adalto Santos (PP) e o secretário de Turismo, Kaio Maniçoba.
Condição – A governadora Raquel Lyra (PSD), que disputará a reeleição este ano, estaria disposta a subir no palanque do presidente Lula, desde que o petista adote uma posição de neutralidade na disputa pelo Governo do Estado. Os últimos gestos do chefe do Planalto passaram a indicar esse caminho.
Encontro – Segundo o colunista Lauro Jardim, João Campos (PSB) terá uma reunião com o presidente Lula, em Brasília, na manhã desta terça (10). Na pauta, estão a manutenção de Geraldo Alckmin (PSB) na chapa para a reeleição e a tensão política em torno do apoio do presidente em Pernambuco, onde o prefeito pretende disputar o Governo do Estado
Conversa indigesta – De acordo com fontes petistas, o prefeito João Campos (PSB) teve um outro encontro recente com o presidente Lula e apresentou exigências relacionadas às eleições em Pernambuco e ao cenário nacional. A mensagem não foi bem recebida pelo núcleo político do Planalto.
Indefinição – Embora reconheça a importância de Geraldo Alckmin (PSB) como aliado, o núcleo petista do Planalto avalia a possibilidade de substituir o vice-presidente por um nome do MDB ou até do PSD, com o objetivo de ampliar o arco de alianças. A eventual mudança teria impacto direto em Pernambuco.













