Cenário Político

Coluna do sábado: federação com PSB pode afastar Marília do PDT

Victória Oliveira
Foto: Kayo Magalhães

Por Victória Oliveira*

Após não conseguir superar a cláusula de barreira nas eleições deste ano, o PDT passou a buscar alternativas para garantir sua sobrevivência política nos próximos pleitos. Liderada nacionalmente por Carlos Lupi, a sigla reiniciou tratativas sobre uma possível federação com o PSB, partido presidido por João Campos.

Se concretizada, a federação colocará novamente o ex-prefeito do Recife e a senadora eleita Marília Arraes (PDT) sob o mesmo guarda-chuva partidário. A parlamentar ingressou na legenda de Lupi, justamente para viabilizar sua candidatura ao Senado e preservar seu projeto político, que enfrentou tensões ainda na pré-campanha. No entanto, uma eventual união com o PSB tem tudo para ameaçar sua independência.

Agora, com um mandato de oito anos no Senado e um capital político de mais de 2,3 milhões de votos, Marília poderá avaliar outros caminhos, inclusive uma mudança de legenda, caso pretenda disputar a Prefeitura do Recife em 2028. Uma das possibilidades, segundo fonte ouvida sob reserva pela coluna, seria o PSDB, que tem projetado jovens lideranças, a exemplo de JHC (PSDB-AL) e Marina JHC (PSDB-AL).

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Construção – Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, classificou as tratativas para uma federação com o PSB como uma “união de forças” entre siglas que compartilham bandeiras trabalhistas. Ele também convocou novas lideranças, especialmente jovens, a participar do processo de renovação partidária.

Combate – Marília Arraes (PDT) criticou, por meio das redes sociais, a declaração do deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ), aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), que classificou sua saída do Brasil como “exílio político” e comparou a situação à de lideranças que foram exiladas durante a ditadura militar, como seu avô, Miguel Arraes. A senadora eleita chamou o parlamentar de “mentiroso” e “frouxo”.

Crescimento – Dois indicadores positivos para o governo Lula foram registrados ontem (30). A taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor nível para o período desde 2012. Já a população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, também o maior número da série histórica. Outro destaque foi o crescimento nas vendas e no consumo de alimentos, associado ao fim das bets no país.

Porta-voz – A senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) publicou ontem (30), em suas redes sociais, um texto em que relata a opinião do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre o resultado das eleições. Na carta, ele reconhece o esforço dos aliados durante a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ressalta que o momento agora é de “união e não de procurar culpados” pelo resultado.

Ação – O Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho, criou uma força-tarefa para notificar redes sociais e solicitar a retirada de publicações com conteúdo de assédio eleitoral contra trabalhadores. As denúncias aumentaram após o segundo turno das eleições presidenciais. Em decisão liminar, o órgão também determinou que a Meta elimine, em até 24 horas, publicações que incentivem a demissão de funcionários em razão de seu voto.

*Repórter do Blog Cenário