Coluna da segunda-feira


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7 de setembro de 2020 às 00h00min - Por Américo Rodrigo

Foto: Rodolfo Loepert

As costuras em torno do poder  

Como todos sabem, a candidatura de João Campos é prioridade número 1 para o PSB. E para que ele chegue no dia 15 de novembro com as melhores condições, os dirigentes socialistas têm se debruçado em articulações para garantir o maior número de apoios. Alguns aliados a exemplo do MDB e PSD até que arriscaram andar com as próprias pernas, mas logo foram contidos pela força do Palácio do Campo das Princesas.

Na última sexta-feira (04), o PCdoB foi mais um partido a declarar apoio ao herdeiro de Eduardo Campos, que já conta com oito siglas na sua base de sustentação, mas esse gesto não será recíproco na cidade vizinha. Para ter o suporte do Solidariedade em Recife, o PSB vai subir no palanque do Professor Lupércio em Olinda, que vai em busca de uma reeleição. Com isso, deixa o deputado e pré-candidato a prefeito João Paulo, com o pires na mão. 

E assim as peças do xadrez seguem sendo movidas. O próximo movimento que deve acontecer é a oficialização do apoio do PDT a João Campos, sacrificando o projeto do deputado Túlio Gadêlha, que já tem dado declarações de que deve mesmo jogar a toalha. Para quem achava que o discurso de mudar os rumos do Recife faria diferença com a pluralidade de candidatos neste pleito, se enganou. Ter a garantia de espaços para acomodar os correligionários acaba sendo uma das principais regras desse jogo. 

Indeciso – Um partido que ainda não definiu o seu rumo na eleição do Recife foi o PP, presidido no estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, a sigla compõe a Frente Popular e ocupa espaços nos governos socialistas. Além de obter um bom tempo de televisão, conta com oito vereadores e tem entrada no setor evangélico. Uma das condicionantes dos progressistas para subir no palanque de João Campos é o apoio do PSB a Zaqueu, na cidade de Garanhuns. 

Identidade – Ao relembrar nas suas redes sociais a facada que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levou ainda durante a campanha de 2018, o deputado Alberto Feitosa (PSC) cobrou respostas sobre o caso. Ele é pré-candidato candidato e tem buscado uma identidade com o eleitor bolsonarista, mas muitas vezes tem forçado a barra e exagerado no tom.

Presencial – Bastou o Governo do Estado autorizar eventos com até 100 pessoas ou 30% da capacidade do espaço, que alguns políticos resolveram mudar a estratégia. A delegada Patrícia Domingos (Podemos) alterou a sua convenção do dia 13 para 16 de setembro. O local e o horário ainda não foram informados. Também serão homologadas as candidaturas do vice-prefeito e dos 59 vereadores do partido.

Aglomeração – Em algumas cidades pelo interior do estado já foram identificadas aglomerações em eventos políticos. Em Quipapá, Alvinho Porto (DEM), filho do deputado estadual Álvaro Porto (PTB), reuniu centenas de pessoas em sua convenção. A princípio, a ideia era ser no formato drive-in, mas não foi o que se viu em imagens que logo foram compartilhadas nas redes sociais. 

Ritmo acelerado – O pré-candidato a prefeito de Caruaru Raffiê Dellon (PSD) é um dos que mais tem se movimentado nos últimos dias. Quem acompanha as redes sociais do jovem pôde perceber a maratona de agendas que ele vem cumprindo na cidade e zona rural. Na última semana, o presidente estadual do PV confirmou apoio ao projeto de Raffiê.


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