PSD Mulher realiza debate virtual com ex-ministra do TSE


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15 de setembro de 2020 às 21h29min - Por Américo Rodrigo

Foto: Renato Moreira

Integrantes do PSD Mulher de Pernambuco participaram, na tarde desta terça-feira (15), de uma palestra on-line realizada pelo PSD Mulher Nacional com o objetivo de oferecer orientações jurídicas às lideranças que vão disputar as eleições municipais deste ano. 

Organizada pela coordenadora nacional do PSD Mulher, Alda Marco Antônio, a aula foi ministrada pela jurista e ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luciana Lóssio, e o especialista em Direito Eleitoral, Humberto Chaves. De Pernambuco, participaram as coordenadoras do núcleo feminino do partido, Andréa de Paula, Patrícia Santiago, Carol Peixoto, entre outras lideranças. 

“O PSD Mulher Nacional vem ministrando um ciclo de palestras com o objetivo de investir na qualificação de suas pré-candidatas. Vários estados já participaram e hoje, nós, pessedistas pernambucanas, tivemos o privilégio de aprender bastante com profissionais tão competentes e qualificados”, comemora Andréa de Paula. 

De acordo com Alda Marco Antônio, as palestras são uma preparação para que as pré-candidatas do partido possam fazer suas campanhas e obter seus votos sem incorrer em ações que possam criar problemas que inviabilizem suas candidaturas. “As palestras abordam temas como o impulsionamento de mensagens nas redes sociais e o financiamento de campanha”, ressalta.

Durante sua explanação, Luciana Lóssio destacou as restrições e o que é permitido aos pré-candidatos. De acordo com a ex-ministra do TSE, desde que não peçam votos de maneira explícita ou indireta, os pré-candidatos podem conceder entrevistas, promover reuniões fechadas, participar de prévias, debates internos e reuniões do partido voltadas à discussão de ideias e propostas, além de prestar contas sobre suas atividades nos cargos públicos que ocuparam nos últimos quatro anos. As atividades de pré-campanha não podem ser transmitidas pelo rádio ou TV, mas podem ser veiculadas pela internet.

Luciana chamou a atenção das pré-candidatas para que explorem o potencial do impulsionamento de mensagens durante a campanha, mas deixou um alerta. “Só é permitido impulsionar coisas que falem bem do candidato e da agremiação. Não se pode impulsionar mensagens negativas, que falem mal de outros candidatos”, orientou.

A ex-ministra do TSE também relembrou mudanças na legislação eleitoral que tiveram como objetivo garantir maior participação feminina no cenário político, como o estabelecimento do percentual mínimo de 30% nos órgãos de direção partidária e nas eleições proporcionais. Mas ressaltou que ainda há muito a fazer para que as mulheres tenham mais espaço.

“Estamos vivendo um momento único, uma oportunidade muito especial. O Poder Judiciário como um todo está atento e buscando contribuir para mudar essa triste realidade brasileira. O Brasil possui a pior representação feminina em cargos eletivos na América Latina. Isso não pode persistir mais. As mulheres têm que buscar o seu espaço e lutar por ele”, orientou Luciana.


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