
O líder do governo na Câmara do Recife, vereador Samuel Salazar (MDB), usou a tribuna durante 10 minutos para defender a gestão do prefeito João Campos (PSB), pouco antes da votação de admissibilidade do pedido de impeachment contra o gestor. No fim da fala, ele reproduziu um áudio do recém-empossado George Bastos (Novo) chamando as pessoas da galeria de “mundiça”, o que gerou revolta da população e de parlamentares.
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“Tem que chegar cedo mesmo, para a gente conseguir organizar, para que a gente tome conta dos dois lados [da galaria], do mesmo jeito que é o que eles estão planejando fazer. Eles querem chegar muito cedo, contratar aquela ‘mundiça’ toda, do mundo todo”, disse Bastos no áudio, sendo rebatido por Salazar: “vereador, o povo do Recife não é ‘mundiça’”.
George foi vereador “temporário”, já que só assumiu para proferir o voto e logo após a reunião voltaria a ser suplente. O autor do pedido de impeachment, vereador Eduardo Moura (Novo), acompanhou e discursou durante a sessão, mas não pôde votar devido ao impedimento regimental. Ele foi substituído pelo suplente, que tinha sido empossado cerca de 30 minutos antes da divulgação do áudio. George pediu para se pronunciar e repetiu a fala.
“Eu reitero o que disse no áudio, porque quem falta ao trabalho para estar presente na Câmara Municipal fazendo claque para a gestão é ‘mundiça’”, afirmou.
O presidente da Casa, Romerinho Jatobá (PSB), ficou claramente indignado. Vários parlamentares fizeram uso da fala, repudiando o ocorrido e pedindo punição. “Eu estou nessa Casa há quase três anos e é a primeira vez que eu vejo um parlamentar chamar o povo do Recife de ‘mundiça’. Isso é inadmissível”, criticou Rodrigo Coutinho (Republicanos).












