
O plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foi palco de um pronunciamento firme e carregado de indignação do deputado Fabrizio Ferraz (SD) nesta quinta (05). O parlamentar usou a tribuna para denunciar o abandono e a possível venda do antigo Batalhão da Força Pública, patrimônio histórico localizado no município de Floresta, no Sertão pernambucano.
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Falando não apenas como parlamentar, mas como representante direto da população florestana, Fabrizio afirmou que o tema tem gerado revolta, tristeza e indignação entre os moradores da cidade. Um Projeto de Lei enviado à Alepe no mês de dezembro, com votação em regime de urgência, foi aprovado e prevê o leilão do prédio histórico.
Segundo ele, a tentativa de leiloar o Batalhão representa um desrespeito à memória e à identidade e do povo sertanejo.
O deputado destacou que o imóvel não é um prédio comum. Foi tombado pelo próprio Governo de Pernambuco em 2017 como patrimônio histórico e cultural. O antigo batalhão está sendo tratado, nas palavras de Fabrizio, “como se fosse descartável e negociável”. Para ele, o que está em jogo vai muito além da estrutura física: trata-se da preservação da história de Floresta.
Em seu discurso, Fabrizio lembrou que, em 2021, apresentou a Indicação nº 7136, solicitando formalmente a reforma do imóvel, reforçando que sempre se posicionou contra qualquer tentativa de venda do patrimônio.
O parlamentar também cobrou o cumprimento de compromissos assumidos pelo Governo do Estado. Ele relembrou que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, prometeu recuperar o prédio, restaurar o espaço e devolvê-lo à população como equipamento. Promessa que, segundo ele, nunca saiu do papel.
Outro ponto citado foi a vistoria técnica realizada em dezembro de 2024 por uma equipe do próprio Governo do Estado, quando foi anunciado que as obras de recuperação seriam retomadas em 2025.
“O Estado não pode justificar sua incapacidade de gestão sacrificando a história de um povo. Patrimônio histórico não é problema a ser descartado. É riqueza cultural, é identidade, é oportunidade de desenvolvimento”, disse.
Ao encerrar o pronunciamento, Fabrizio reafirmou seu compromisso com a população florestana e garantiu que continuará cobrando, denunciando e lutando para impedir a venda do antigo Batalhão da Força Pública.













