Fabrizio Ferraz se posiciona contra leilão de prédio histórico em Floresta

Notícias
Por Redação
5 de fevereiro de 2026 às 15h00min
Foto: Divulgação

O plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foi palco de um pronunciamento firme e carregado de indignação do deputado Fabrizio Ferraz (SD) nesta quinta (05). O parlamentar usou a tribuna para denunciar o abandono e a possível venda do antigo Batalhão da Força Pública, patrimônio histórico localizado no município de Floresta, no Sertão pernambucano.

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Falando não apenas como parlamentar, mas como representante direto da população florestana, Fabrizio afirmou que o tema tem gerado revolta, tristeza e indignação entre os moradores da cidade. Um Projeto de Lei enviado à Alepe no mês de dezembro, com votação em regime de urgência, foi aprovado e prevê o leilão do prédio histórico. 

Segundo ele, a tentativa de leiloar o Batalhão representa um desrespeito à memória e à identidade e do povo sertanejo.

O deputado destacou que o imóvel não é um prédio comum. Foi tombado pelo próprio Governo de Pernambuco em 2017 como patrimônio histórico e cultural. O antigo batalhão está sendo tratado, nas palavras de Fabrizio, “como se fosse descartável e negociável”. Para ele, o que está em jogo vai muito além da estrutura física: trata-se da preservação da história de Floresta.

Em seu discurso, Fabrizio lembrou que, em 2021, apresentou a Indicação nº 7136, solicitando formalmente a reforma do imóvel, reforçando que sempre se posicionou contra qualquer tentativa de venda do patrimônio. 

O parlamentar também cobrou o cumprimento de compromissos assumidos pelo Governo do Estado. Ele relembrou que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, prometeu recuperar o prédio, restaurar o espaço e devolvê-lo à população como equipamento. Promessa que, segundo ele, nunca saiu do papel.

Outro ponto citado foi a vistoria técnica realizada em dezembro de 2024 por uma equipe do próprio Governo do Estado, quando foi anunciado que as obras de recuperação seriam retomadas em 2025. 

O Estado não pode justificar sua incapacidade de gestão sacrificando a história de um povo. Patrimônio histórico não é problema a ser descartado. É riqueza cultural, é identidade, é oportunidade de desenvolvimento”, disse. 

Ao encerrar o pronunciamento, Fabrizio reafirmou seu compromisso com a população florestana e garantiu que continuará cobrando, denunciando e lutando para impedir a venda do antigo Batalhão da Força Pública.

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