Opinião | Pernambuco, terra de infraestrutura e investimentos

Opinião
Por Redação
5 de fevereiro de 2026 às 16h10min
Foto: Bruna Costa

Por Remir Freire*

Investir em infraestrutura é uma das maiores políticas de geração de emprego, renda e resultados para um Estado. Pernambuco tem, ao longo dos últimos anos, se destacado nesse cenário, tendo conseguido, em dados gerais, fechar mais um ano com ciclos históricos no volume de investimentos.

Explico: dados divulgados oficialmente pelo Governo de Pernambuco apontam que estamos entre os dez estados brasileiros que mais investiram em 2025, demonstrando capacidade de reestruturação fiscal. Isso tem resultado em programas recorrentes de investimento e no maior volume registrado nos últimos 11 anos.

O presidente americano Franklin D. Roosevelt liderou o processo de retomada econômica dos Estados Unidos com o plano “New Deal” (Novo Acordo), em resposta à grande crise econômica de 1929. O programa tinha uma série de frentes, entre elas os investimentos públicos em infraestrutura: estradas, pontes e outras obras estruturadoras. 

Foi uma política semelhante à adotada pelo Governo de Pernambuco, que, após planejamento e reestruturação fiscal, seguiu com esforços para garantir um amplo ciclo de investimentos públicos, especialmente na infraestrutura viária.

Pernambuco, que recebia frequentes críticas sobre sua malha rodoviária, passou a tirar do papel obras estruturadoras, garantindo empregos diretos e indiretos. Um exemplo é o Arco Metropolitano Viário, que conta com aporte de R$ 632 milhões em apenas um dos trechos em execução. A obra traz impacto imediato e, na área de infraestrutura, é de extrema necessidade para a mobilidade da Região Metropolitana do Recife, além de ser um impulsionador do desenvolvimento logístico.

Outro exemplo, ainda falando de estradas, é o Polo de Confecções. Responsável pela geração direta de mais de 400 mil postos de trabalho e pelo impacto de R$ 8 bilhões na economia pernambucana, recuperar as rodovias que cortam o Polo é investir diretamente na melhoria da logística econômica do setor. Por lá, obras como a BR-104, em Santa Cruz, a PE-160 e a PE-145, entre os municípios de Jataúba e Brejo da Madre de Deus, garantem o fortalecimento da atividade.

O volume de investimentos citado no início deste texto contempla outras áreas, como educação, abastecimento hídrico e outros projetos estratégicos. Mas defendo que programas como o PE na Estrada, maior aporte de recursos da história na área, têm sido impulsionadores dessa locomotiva de investimentos.

Mais uma prova disso vem da geração de empregos. Com o desempenho de 2025, Pernambuco chegou a 183.485 empregos formais criados entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025. Para dar condições a um entendimento claro, esse saldo supera o registrado nos 12 anos anteriores, entre 2010 e 2022, quando foram criadas 173.985 vagas.

Sabe uma das áreas mais importantes nesse cenário? A infraestrutura, novamente. Números apontam que mais de 4.124 postos de trabalho são ocupados atualmente por meio de obras nas estradas pernambucanas. Esses números consideram as carteiras assinadas pelas empresas contratadas pelo Governo de Pernambuco. Contando com os empregos indiretos e induzidos, o impacto chega a 14.424.

Um fato é comprovado a partir dos dados oficiais: Pernambuco resgatou o protagonismo econômico, outrora perdido por questões que fogem a uma compreensão lógica. O Nordeste sai fortalecido com o crescimento dos nossos vizinhos Paraíba, Ceará, Alagoas e outros estados. Mas a liderança econômica da região precisa, e já voltou a ser exercida pelo nosso Estado.

*Jornalista 

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