
O Aeroporto Internacional do Galeão, localizado no Rio de Janeiro, foi leiloado, nesta terça (31), abrindo um novo capítulo para a aviação brasileira. O terminal carioca foi arrematado por R$ 2,9 bilhões, em um processo conduzido com o sinal verde do ministro Silvio Costa Filho, marcando uma etapa de reestruturação e retomada de investimentos em um dos principais hubs aeroportuários do país.
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A nova concessão ficará com a empresa espanhola Aena, que já controla outros aeroportos do país e terá como foco um amplo plano de investimentos para promover a modernização da infraestrutura do terminal, buscando elevar o padrão de atendimento, eficiência e capacidade do aeroporto, consolidando o Galeão como peça estratégica na malha aérea nacional e internacional.
O leilão foi realizado na sede da B3, em São Paulo. O lance inicial para a concessão da operação do terminal foi fixado em, no mínimo, R$ 932 milhões.
Pelas regras estabelecidas no edital, a concessionária vencedora assumirá o compromisso de repassar à União uma contribuição variável anual equivalente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039. O modelo também prevê que a nova operadora será a única controladora do terminal, uma vez que o acordo firmado com o Tribunal de Contas da União determina o encerramento da participação acionária da Infraero na gestão do aeroporto.
A realização do leilão integra o processo de venda assistida do Galeão, fruto de uma solução consensual homologada pelo TCU, conduzida por meio da Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos. O entendimento aprovado permitiu o reequilíbrio econômico-financeiro da concessão e incorporou cláusulas alinhadas aos contratos mais recentes do setor aeroportuário, criando condições mais sólidas para a retomada de investimentos e para a consolidação de um ambiente regulatório mais moderno e previsível para a aviação brasileira.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a nova administração do Galeão representa um passo decisivo para ampliar investimentos e consolidar o Rio de Janeiro como um dos principais polos da aviação no país.
“Ninguém pode falar do Rio sem lembrar de Tom Jobim, do Pão de Açúcar e do Galeão. O aeroporto é uma das grandes portas de entrada do Brasil para o mundo e, com essa nova administração, vamos fortalecer ainda mais a aviação, o turismo e a economia do estado. Esse novo ciclo de gestão representa mais investimentos, mais voos e mais desenvolvimento para o Rio de Janeiro com a geração de mais emprego e renda”, afirmou o ministro.
O leilão ocorre em um momento de forte retomada operacional do aeroporto. Em 2025, o Aeroporto Internacional Tom Jobim registrou recorde histórico de movimentação, com cerca de 17,5 milhões de passageiros, somando embarques e desembarques em voos domésticos e internacionais. O resultado representa um crescimento de aproximadamente 23,5% em relação a 2024, quando o terminal recebeu cerca de 14,2 milhões de viajantes.







