Opinião | 2026: será a pior campanha para o Governo de Pernambuco?

Opinião
Por Redação
17 de janeiro de 2026 às 09h30min
Foto: Divulgação

Por Vanuccio Pimentel*

As eleições para o Governo de Pernambuco prometem ser acirradas, apesar das pesquisas ainda não indicarem este cenário, e virulentas, considerando a escalada dos ataques indiretos que estamos vendo nas últimas semanas.

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A governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito João Campos (PSB), têm mantido distância dos ataques diretos, mas pelos menos os seus apoiadores estão em guerra declarada.

Desde meados do ano passado que movimentos coordenados nas redes sociais, com postagens negativas em blogs alinhados, têm acirrado o debate entre os dois grupos. Recentemente, houve uma escalada dramática nos ataques. Os ataques na política, como em uma guerra, provocam prejuízo por todos os lados.

E quando a política se transforma em um exercício de destruição da imagem pública, com ataques pessoais e insinuações, o custo político é altíssimo para os candidatos e para o sistema político, que passa a produzir dissensão e desconfiança.

Duas situações ilustram esse argumento. A primeira foi a divulgação em meios nacionais de uma nomeação para um concurso de procurador na prefeitura do Recife. A situação em si é muito estranha, mas ao vincular essa nomeação a um favorecimento, um tipo compadrio do prefeito em relação ao nomeado, já produziu um prejuízo na imagem do prefeito João Campos, que se viu obrigado a explicar a situação. 

O contra-ataque não tardou. E não foi menos destrutivo, envolveu toda a família da governadora. Também em meio nacional surgiu a informação sobre a Logo Caruaruense, empresa da família Lyra, que estava operando de forma ilegal desde 2023.

A governadora anunciou o fechamento da empresa, a devolução das linhas, mas não explicou como tudo chegou naquele ponto.

A desconfiança paira. Os custos políticos foram altos para os dois lados. E se continuar assim, e tudo indica que assim será, teremos a pior campanha para o Governo do Estado desde a redemocratização.

Depois do Carnaval viveremos uma guerra.

*Doutor em Ciência Política (UFPE) e professor adjunto II – Asces-Unita

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