Eleições 2026

João Campos defende regularização dos toyoteiros

Redação
Foto: Edson Holanda

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), participou, neste domingo (12), de uma reunião com representantes do transporte complementar intermunicipal, em Tacaimbó, no Agreste. Realizado no auditório do Posto Cruzeiro, o encontro reuniu toyoteiros, lideranças da categoria e representantes de diversos municípios para discutir os entraves enfrentados pelos trabalhadores para regularizar a atividade e garantir segurança jurídica ao setor.

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Durante o encontro, João Campos criticou a condução do Governo do Estado em relação ao transporte complementar e afirmou que a falta de diálogo e de medidas para regularizar a categoria tem colocado milhares de trabalhadores em situação de insegurança. “O que existe hoje é um roteiro para impedir que a categoria se regularize. Primeiro impedem o cadastro e a renovação das licenças. Depois dizem que quem não tem licença não pode trabalhar. Nós queremos construir um caminho diferente, garantindo que vocês possam exercer essa atividade de forma honrada e sem perseguição”, afirmou.

O pré-candidato também relembrou iniciativas dos governos de Miguel Arraes e Eduardo Campos para organizar o transporte complementar e defendeu que qualquer solução seja construída em conjunto com quem vive a realidade da categoria. “Não adianta uma decisão tomada de um gabinete sem ouvir quem vive essa realidade todos os dias. As demandas do Sertão são diferentes das do Agreste ou da Zona da Mata. É ouvindo as associações e a representação regional que vamos construir uma solução que dê segurança para quem trabalha e para quem utiliza esse serviço”, destacou.

Os toyoteiros destacam que o transporte complementar desempenha um papel essencial na mobilidade e na economia do interior de Pernambuco, garantindo o deslocamento diário de trabalhadores, estudantes, pacientes e moradores de áreas rurais onde o transporte convencional não atende. 

A categoria, que reúne cerca de 20 mil trabalhadores no Estado, cobra o cumprimento das normas já existentes para permitir a regularização dos veículos, a realização das vistorias obrigatórias e o pagamento das taxas previstas em lei. Segundo os representantes, a interrupção desses procedimentos administrativos e o aumento das fiscalizações têm colocado milhares de profissionais em situação de irregularidade, apesar da existência de um decreto estadual que regulamenta a atividade.