
A coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD), se manifestou, nesta quinta (20), contra o pedido para retirar a federação formada pelo PSDB-Cidadania do arco de alianças da candidata à reeleição.
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Entre os argumentos apresentados, a coligação questiona a validade da convenção extraordinária realizada pela comissão interventora, determinando a anulação do apoio a Raquel. Segundo o documento, a convenção estadual do PSDB-Cidadania, realizada em 31 de julho, decidiu, de forma “irrevogável e irretratável”, integrar a coligação majoritária de apoio à reeleição de Raquel Lyra e não delegou ao colegiado estadual poder para deliberar sobre coligações.
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A defesa sustenta que esta segunda convenção teria sido realizada sem convocação regular, prevista no estatuto da federação. De acordo com o documento, não houve edital publicado com a antecedência mínima prevista e apenas 10 dos 19 membros convencionais participaram do ato. Para a coligação, a ausência de convocação regular compromete a validade da deliberação.
O jurídico de campanha de Raquel também questionou o fato da comissão interventora querer anular apenas parte da deliberação feita em 31 de julho, apontando que as chapas proporcionais chegaram a ser ratificadas pelos novos caciques da federação no estado.

Os advogados questionam, ainda, a própria intervenção no PSDB-Cidadania em Pernambuco, alegando que os integrantes foram destituídos sem procedimento regular, notificação prévia e oportunidade de defesa. A coligação pede ao TRE-PE que desconsidere o pedido de retirada da federação feito por Aécio Neves (PSDB-MG) e mantenha o registro dos partidos aliados em sua composição original.
