
Nos dois principais debates televisivos da eleição deste ano, o então candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), convocou o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), para integrar sua comitiva.
Nada fora do normal, não fosse o fato de o deputado ser um dos principais desafetos políticos da governadora Raquel Lyra (PSD) na atual legislatura. A estratégia de João era desestabilizar a adversária e explorar o desgaste entre eles.
Já no confronto presidencial realizado ontem (18), Flávio Bolsonaro (PL) escolheu Sérgio Moro (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) para ocupar a primeira fila do debate. Ambos tiveram papéis centrais na Operação Lava Jato, que levou à prisão, em 2018, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A estratégia de Flávio Bolsonaro guarda semelhanças com a utilizada por João Campos. Nos dois casos, a presença de personagens com histórico de embates com o adversário ajuda a deslocar o confronto para além dos candidatos que estão frente a frente e ampliar o alcance da provocação.
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Integrante – O presidente nacional do PSB, João Campos, foi um dos convidados de Lula (PT) para acompanhar o debate entre ele e Flávio Bolsonaro (PL), na Band. Desde o fim do primeiro turno, o ex-gestor recifense tem atuado em Brasília, na campanha à reeleição do presidente, e é cotado para ser ministro em um eventual governo petista.
Protagonista – Um dos nomes mais citados no primeiro debate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) foi Daniel Vorcaro. O banqueiro, alvo de investigações sobre suspeitas de crimes financeiros, figurou no centro da discussão durante um dos blocos reservados para o confronto direto entre os candidatos.
Ataques – Quando o confronto foi direto, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) deixaram as propostas de lado e partiram para a baixaria. Se havia algum eleitor indeciso acompanhando o debate, a troca de acusações pode ter dificultado ainda mais a escolha. Em vez de apresentar caminhos para o país, os candidatos protagonizaram um embate marcado por provocações pessoais.
Condução – Um dos destaques do debate presidencial da Band foi a atuação dos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue. Ambos demonstraram habilidade na condução do confronto, administrando com equilíbrio os momentos de tensão entre os candidatos e os convidados presentes na plateia.
Provocação – Por mais de uma vez, Lula (PT) desafiou Flávio Bolsonaro (PL) a abrir as contas bancárias e os sigilos telefônicos de suas famílias, para expor quem cometeu atos de corrupção no país. O presidente sugeriu entregar os dados financeiros à Justiça Eleitoral e ao STF antes do dia 25 de outubro, data marcada para o segundo turno.
