Economia

Venda de alimentos cresce após medida do Governo Federal contra as bets

Victória Oliveira
Foto: Valter Campanato

Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o desempenho do varejo alimentar no país apresentou alta de 6,5% entre os dias 5 e 11 de outubro deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior.

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O período coincide com uma medida provisória que foi decretada pelo Governo Federal em setembro deste ano, onde proibiu as atividades das casas de apostas online no país, provocando mudanças consideráveis no poder econômico da população.

As vendas de alimentos continuaram crescendo na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, com alta de 6,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A Abras acredita que a decisão vem contribuindo para o aumento do consumo nos lares brasileiros. “Ao longo das semanas posteriores à MP, observa-se um crescimento no volume do consumo realizado em supermercados, especialmente na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café. Este crescimento ocorre em todos os canais do varejo alimentar, abrangendo supermercados, atacarejos, mercearias e demais formatos”, diz a associação.

Na primeira semana analisada, os maiores índices de crescimento foram registrados nas regiões Sul e em Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro, ambas com 10,6%. O Nordeste apresentou alta de 6,5%, seguido pelo interior de São Paulo, com 5,6%, Grande Rio de Janeiro, com 4%, Centro-Oeste, com 3,6%, e Grande São Paulo, com 1,2%.

Na segunda semana, a Região Sul registrou crescimento de 9%, seguida por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro, com 7,1%. O Grande Rio de Janeiro teve alta de 6%, o interior de São Paulo e a Grande São Paulo registraram 5,6% e 5,5%, respectivamente. Já o Nordeste apresentou crescimento de 4,5%, enquanto o Centro-Oeste teve alta de 3,5%.

A decisão do Governo Federal de decretar o encerramento das atividades das casas de apostas on-line, as populares bets, também foi apresentada como uma ação de saúde pública para conter o endividamento das famílias e combater a ludopatia.