Os altos e baixos de Sergio Moro


Colunas
29 de julho de 2020 às 00h00min - Por Américo Rodrigo

Ex-Ministro da Justiça Sérgio Moro pede demissão após discordar ds posições do presidente Jair Bolsonaro. Sérgio Lima/Poder360 24.04.2020
Foto: Sérgio Lima

Coluna da quarta-feira

Responsável pela condução da Operação Lava Jato no Paraná, que acabou resultando na prisão do ex-presidente Lula, o ex-juiz Sergio Moro decidiu largar a toga e embarcar de vez na política, assumindo o Ministério da Justiça e Segurança Pública com a promessa de autonomia à frente da pasta. O status de super ministro deu a Moro um protagonismo nacional, o tornando símbolo de combate à corrupção no governo Bolsonaro. O prestígio era tanto, que o nome do então ministro era trabalhado para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Ao ser citado como possível adversário de Bolsonaro em 2022, Moro começou a ser tratado como ameaça pelo núcleo mais próximo ao presidente, e logo foi fritado. A gota d’água foi a troca de Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal, sem o consenso do ex-ministro, o que terminou originando a sua saída. Não demorou muito para Moro virar alvo de campanhas difamatórias por parte dos bolsonaristas, sendo vítima daquilo que ele mesmo ajudou a construir.

Sua imagem não é mais aquela de dois anos atrás. Todo o desgaste em torno do nome de Moro fez com que a popularidade dele acabasse despencando. Pouco se houve falar no nome do ex-juiz atualmente. Mesmo isolado com as situações adversas que o fizeram sair do governo, o ex-ministro ainda conta com apoiadores que podem projetá-lo para uma disputa presidencial. A figura não é mais de herói, mas as eleições municipais servirão de termômetro para medir a sua força como cabo eleitoral.

Escola – O efeito Moro gerou diversas pré-candidaturas pelo país. Em Recife, ela é representada por Patrícia Domingos (Podemos), que acabou ganhando visibilidade após o fechamento da DECASP, órgão responsável por investigar crimes de corrupção em Pernambuco. Neófita na política, a delegada tem incomodado e aparecido bem nas pesquisas.

Aliança – A expectativa é de que ao anunciar hoje (29) a sua pré-candidatura a prefeito do Recife, Túlio Gadêlha (PDT) também já divulgue uma possível composição para a chapa. O partido que vem sendo cortejado pelo pedetista é a Rede Sustentabilidade, que tem como presidente no estado o ex-deputado Roberto Leandro. Caso se confirme, Túlio já não largaria a corrida do zero.

Covid-19 – Um estudo do Conselho Federal de Medicina apontou Pernambuco como o 2º estado que mais abriu leitos para o combate a pandemia do novo coronavírus. Ao todo foram criados 2.697 novos espaços, só ficando atrás de São Paulo que contabilizou 5.354.

Negado – O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) negou habeas corpus ao secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia. Ele pediu a transferência das investigações do caso dos respiradores para a Polícia Civil de Pernambuco. Os desembargadores votaram para que as investigações continuem a cargo da Polícia Federal.

Disputa – O advogado Weslley Nascimento oficializou a sua pré-campanha a vereador de Caruaru pelo Cidadania. O encontro virtual contou com a presença do presidente municipal do partido, Bruno França, além do presidente nacional, Roberto Freire. Essa será a segunda vez que Weslley entra na disputa por uma vaga na Câmara Municipal.


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