Coluna da terça-feira


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8 de setembro de 2020 às 00h00min - Por Américo Rodrigo

Foto: Divulgação

Para marcar território 

Recém registrado pela Justiça Eleitoral, após coletar mais de 1,2 milhão de assinaturas, sendo cerca de 10 mil delas na Capital do Agreste, a Unidade Popular decidiu disputar a Prefeitura de Caruaru nas eleições deste ano. Os nomes escolhidos para concorrer a prefeito e vice foram os do advogado Rafael Wanderley e a professora Valéria Pires, ambos militantes de esquerda. A convenção que vai homologar a chapa majoritária será no dia 15 de setembro, de forma remota.

Desde agosto que o partido vem realizando plenárias virtuais para a construção do plano de governo, baseado em propostas apresentadas por organizações sociais. A direção do partido é composta por diversos membros de sindicatos e associações no município e é dialogando com essa base que a UP vai investir para buscar os votos. Até o momento, a chapa proporcional conta com seis nomes para tentar alcançar uma vaga na Câmara Municipal, todos egressos dos movimentos populares.

O caminho mais fácil seria apoiar outro partido do mesmo campo político, o que daria a mínima estrutura financeira para a UP, além do tempo de televisão, que hoje é zero. Mas os dirigentes estão convictos de que disputar em faixa própria é a melhor escolha, o que servirá para marcar território em Caruaru. O movimento, apesar de dividir a esquerda, alimenta a esperança de quem deseja apresentar uma alternativa política para o município.

A proposta – Fundado informalmente em 2015, a UP é o 33º partido do país e hoje está apto para concorrer as eleições deste ano. Em seu manifesto, a legenda defende “apoiar a luta pelo socialismo no Brasil e promover a unidade das forças populares para intervir no processo político do país”. Uma das bases do seu programa é acabar com as desigualdades regionais e sociais. 

De um lado – Com o tema: “Vida em Primeiro Lugar – Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação!”, foi realizado ontem (07), o 26º Grito dos Excluídos, em Recife. A marcha contou com a presença de lideranças políticas, representantes de sindicatos e movimentos sociais. Marília Arraes (PT) foi a única pré-candidata a prefeita a marcar presença.

Do outro – Já na Zona Sul da capital pernambucana, manifestantes vestidos de verde e amarelo realizaram um ato em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Sem a presença de políticos, faixas e cartazes com mensagens como: “O Brasil precisa caminhar, deixem o Executivo trabalhar” e “Não à insanidade do uso indiscriminado de máscaras”, foram exibidas pelos participantes.

Comemoração – O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), comemora hoje (08), seus 85 anos de existência. A solenidade comemorativa será realizada, às 10h, com o lançamento de um Selo Comemorativo, pelos Correios, descerramento de placa oficial e plantio de um pé de umbuzeiro.

Ética – A Câmara dos Deputados pode analisar amanhã (09), o projeto de resolução que permite o funcionamento do Conselho de Ética durante o estado de calamidade pública decretado por causa da Covid-19. Com a reabertura, o colegiado deve analisar o pedido de representação contra a deputada Flordelis (PSD), acusada de ser a mandante do assassinato do marido.


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