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Opinião | O escudo e o acolhimento: a reinvenção do HCP

Redação
Foto: Divulgação

Por Fernando Dueire*

Fundado em 1945, o Hospital de Câncer de Pernambuco completa, em 2026, 81 anos de uma história dedicada ao cuidado e à esperança. Ao longo dessas oito décadas, consolidou-se como um bastião de esperança, acolhendo e cuidando de gerações de pernambucanos. Sua missão permanece inabalável: oferecer tratamento integral e humanizado, especialmente aos que mais precisam. Contudo, o tempo impõe desafios severos que exigem mais do que resiliência. Impõe transformação.

Nos tempos atuais, o hospital vive um vigoroso processo de reinvenção e plena recuperação. Sob o comando de uma gestão focada na eficiência técnica, a instituição redesenhou seus processos. O grande esforço administrativo priorizou a transparência e a otimização dos recursos. Esse choque de gestão foi a chave para promover a restauração da confiança pública e institucional.

Com a credibilidade resgatada, o HCP conseguiu costurar uma união histórica em prol da saúde. A governança transparente aglutinou, de forma inédita, pessoas, instituições e governos diversos. Essa sinergia gerou uma nova e impressionante capacidade de conquistar emendas parlamentares federais e estaduais, além de doações de grandes empresas, por meio de um fundo estadual que recebe e repassa tais valores à instituição.

Demonstrando profunda sensibilidade à causa oncológica, 80% dos deputados federais apoiam a instituição, grupo ao qual me somo como senador, tendo reforçado esse compromisso com a destinação de mais de R$ 3,5 milhões em recursos. Unidos, os parlamentares decidiram investir fortemente na infraestrutura física e tecnológica do hospital. Esses aportes garantem também o custeio diário dos tratamentos essenciais oferecidos à população.

Os números impressionam: são 1 milhão de exames laboratoriais por ano, 9 mil cirurgias e 74 mil procedimentos de quimioterapia no mesmo período. Mas não se trata apenas de números. Estamos falando de pessoas que precisam de atendimento, acolhimento e orientação médica. Essa soma de esforços políticos e civis oxigena uma das maiores engrenagens filantrópicas do estado. A eficiência administrativa converteu as emendas em novos leitos, insumos e equipamentos modernos.

Ao celebrar 81 anos de história, o Hospital de Câncer de Pernambuco reafirma a importância de aliar tradição, compromisso social e capacidade de renovação. Sua trajetória demonstra que a boa gestão da saúde é um elo capaz de transformar a política em bem-estar social. Salvaguardar o hospital é manter vivo o pacto de solidariedade que define a identidade pernambucana.

*Senador da República